A Oracle informou que pretende levantar entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões em 2026 para expandir a capacidade de sua infraestrutura de serviços em nuvem.
O plano de financiamento combina emissão de dívida e captação de capital próprio, segundo comunicado divulgado pela empresa no domingo (1º).
A estratégia tem como objetivo atender à demanda contratada de grandes clientes da Oracle Cloud Infrastructure (OCI), em um contexto de forte expansão do uso de serviços em nuvem e inteligência artificial.
De acordo com a companhia, aproximadamente metade dos recursos será levantada por meio de instrumentos ligados a capital próprio. O pacote inclui:
- emissões de ações ordinárias;
- títulos vinculados a ações;
- títulos preferenciais conversíveis obrigatórios;
- um novo programa de oferta de ações no mercado, com limite de até US$ 20 bilhões.
A outra metade do montante deverá ser captada por meio da emissão de títulos sênior não garantidos, prevista para o início de 2026.
Leia mais:
- Nômade digital: o que está por trás desse estilo de vida e quais caminhos tornam ele viável
- Oscar 2026 divulga indicados; brasileiro O agente secreto concorre a melhor filme
- OpenClaw: agente de IA que executa tarefas de forma autônoma levanta alertas de segurança
- Oracle planeja captar até US$ 50 bilhões para ampliar infraestrutura de nuvem em 2026
- COP30 consolida cooperativismo paraense como referência em soluções climáticas e desenvolvimento sustentável
Em comunicado oficial, a Oracle afirmou que os recursos serão destinados à ampliação da capacidade da OCI para atender contratos firmados com grandes empresas de tecnologia.
“A Oracle está levantando fundos para aumentar a capacidade e atender à demanda contratada de nossos maiores clientes da Oracle Cloud Infrastructure, incluindo AMD, Meta, Nvidia, OpenAI, TikTok, xAI e outros”, informou a empresa.
A Oracle é presidida pelo fundador Larry Ellison e tem ampliado sua atuação como fornecedora de infraestrutura para aplicações de IA, em meio à corrida global por capacidade computacional.
Nas últimas semanas, investidores passaram a examinar com mais atenção os planos de expansão da Oracle, diante do aumento do nível de endividamento da empresa e da crescente dependência de grandes contratos ligados à inteligência artificial.
Parte dessa preocupação está relacionada à OpenAI, cliente relevante da Oracle, que ainda não é lucrativa e não detalhou publicamente como pretende financiar seus próprios planos de infraestrutura.
Em janeiro, a Oracle foi alvo de uma ação judicial movida por detentores de títulos, que alegam ter sofrido prejuízos após a empresa supostamente não divulgar de forma adequada a necessidade de novas emissões de dívida para financiar a expansão de sua infraestrutura de IA.
Além disso, o custo do seguro contra inadimplência da dívida da Oracle subiu em dezembro do ano passado para o nível mais alto em pelo menos cinco anos, segundo dados de mercado.
Foto:Freepik

