O avanço da inteligência artificial nas empresas pode estar gerando novos empregos na zona do euro no curto prazo, em vez de provocar cortes imediatos, segundo análise publicada em um blog do Banco Central Europeu (BCE).
O debate sobre o impacto da IA no mercado de trabalho tem sido intenso entre economistas, especialmente diante da possibilidade de substituição de trabalhadores em funções administrativas e técnicas.
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Um estudo recente do Instituto Ifo, da Alemanha, indicou que mais de um quarto das empresas alemãs espera reduzir quadros de funcionários nos próximos cinco anos por causa da tecnologia.
No entanto, dados da Pesquisa sobre Acesso ao Financiamento das Empresas, conduzida pelo BCE, apontam uma tendência diferente no curto prazo. O levantamento mostra que companhias que utilizam inteligência artificial de forma mais intensa tendem, em média, a ampliar suas equipes.
“Em outras palavras, as empresas que utilizam intensivamente a IA tendem, em média, a contratar em vez de demitir”, afirma a publicação, elaborada por dois economistas do BCE. O texto ressalta que as opiniões expressas no blog não representam necessariamente a posição oficial da instituição.
A análise também indica que empresas que planejam aumentar investimentos em inteligência artificial demonstram expectativas positivas em relação ao crescimento do emprego.
Segundo os autores, essa percepção se mantém independentemente do volume de investimento planejado em IA, o que sugere que a adoção da tecnologia não deve provocar uma pausa nas contratações no curto prazo.
Apesar desse cenário, os economistas alertam que os efeitos de longo prazo ainda são incertos. Muitas das pesquisas mais pessimistas consideram horizontes mais extensos, nos quais a inteligência artificial poderia transformar de forma mais profunda os processos produtivos e, consequentemente, o mercado de trabalho.
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