São Paulo pode ampliar significativamente sua produção florestal sem avançar sobre áreas de vegetação nativa. De acordo com a Florestar São Paulo, o estado possui cerca de 2,3 milhões de hectares de terras degradadas ou de baixa aptidão agrícola que podem ser destinadas ao cultivo de florestas plantadas, fortalecendo a produção de madeira, celulose e biomateriais.
Atualmente, São Paulo conta com aproximadamente 1,3 milhão de hectares de florestas plantadas, sendo que 77% dessa área é ocupada por eucalipto. O estado ocupa a terceira posição nacional em área cultivada, atrás apenas de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, mas se destaca pela elevada produtividade, infraestrutura consolidada e forte presença industrial.
Segundo a diretora-executiva da Florestar São Paulo, Fernanda Abilio, a combinação entre produtividade, logística, mercado consumidor e parque industrial diferencia o estado dentro do setor florestal brasileiro.
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Setor movimenta R$ 5 bilhões por ano
A atividade florestal paulista movimenta cerca de R$ 5 bilhões anuais e responde por aproximadamente 13% do valor bruto da produção florestal do Brasil. Nos últimos anos, o segmento registrou crescimento próximo de 19%, impulsionado pelo aumento das exportações, pela demanda aquecida e pelos ganhos de produtividade.
Os produtos florestais ocupam atualmente a terceira posição entre as exportações do agronegócio paulista. O estado embarca cerca de US$ 3 bilhões por ano, volume que representa aproximadamente 19% das exportações nacionais do setor. Entre os principais produtos exportados estão:
- Celulose;
- Papel;
- Resinas de pinus;
- Painéis de madeira;
- Biomassa para geração de energia;
- Produtos industrializados de maior valor agregado.
China e Estados Unidos permanecem como os principais mercados compradores.
Expansão baseada em áreas já antropizadas
A proposta de crescimento defendida pelo setor está centrada na utilização de áreas já alteradas pela atividade humana, evitando a abertura de novas fronteiras agrícolas ou o avanço sobre vegetação nativa.
Segundo a Florestar São Paulo, a expansão das florestas plantadas pode contribuir para aumentar a oferta de matéria-prima renovável, fortalecer a bioeconomia e ampliar a produção de insumos utilizados em diversos segmentos industriais.
Regiões como Botucatu e Itapetininga já se consolidaram como importantes polos florestais, reunindo atividades que vão desde viveiros e plantio até colheita, transporte e processamento industrial da madeira.

Bioeconomia e competitividade internacional
A expectativa do setor é manter a competitividade nos mercados internacionais e ampliar oportunidades ligadas à bioeconomia e aos produtos renováveis. A proximidade dos principais centros consumidores do país e a infraestrutura logística, especialmente a conexão com o Porto de Santos, são apontadas como fatores estratégicos para novos investimentos.
Para Fernanda Abilio, essas condições fortalecem a posição paulista como uma das principais referências nacionais em bioeconomia de base florestal, criando oportunidades de crescimento sustentável para os próximos anos.
Fonte: CNN Agro com informações da Florestar São Paulo.

