Cooperativas paraenses vêm ampliando oportunidades de geração de renda por meio de iniciativas ligadas à agricultura familiar, à reciclagem e ao aproveitamento sustentável de recursos da floresta. Entre os exemplos estão o reaproveitamento de resíduos da produção de açaí, a coleta seletiva e a produção de biojoias, atividades que fortalecem a bioeconomia e criam novas alternativas para comunidades locais.
As iniciativas reúnem agricultores familiares, catadores, artesãos e empreendedores que desenvolvem soluções voltadas à economia circular e ao uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia.
Leia mais:
- Cooperativismo responde por 18,2% do PIB de Mato Grosso do Sul, aponta OCB/MS
- Tarifa adicional dos EUA atinge quase um quarto das exportações brasileiras de papel e celulose
- OpenAI investiga ataque não intencional de modelo de IA à Hugging Face
- Exportações do agro para países árabes crescem 5% e somam US$ 7 bilhões no semestre
- Cooperativas de artesanato são selecionadas para missão comercial em Paris
Resíduos do açaí ganham novo destino
Em Santa Bárbara do Pará, a Cooperativa de Produtores Rurais de Santa Bárbara (CooperBárbara) reúne agricultores familiares e atua na organização da produção e no compartilhamento de experiências entre os cooperados.
Um dos integrantes da cooperativa, o agricultor e vendedor de açaí Marcos Paulo, passou a utilizar os resíduos gerados pela atividade para produzir composto orgânico.
O material, que antes era descartado, passou a ser utilizado na produção agrícola, contribuindo para reduzir custos e criar uma alternativa de aproveitamento dos resíduos.
Com apoio financeiro, Marcos também investiu na ampliação da produção de açaí e no fortalecimento do negócio mantido pela família.
Além do apoio à produção, a CooperBárbara promove a troca de conhecimentos entre os cooperados e busca ampliar o acesso dos agricultores a oportunidades de comercialização e desenvolvimento.
Cooperativa fortalece reciclagem no estado
Outra iniciativa em destaque é a atuação da Concaves, cooperativa voltada à coleta seletiva, reciclagem e gestão de resíduos.
Segundo a cooperativa, o trabalho desenvolvido pelos cooperados contribui para a destinação adequada dos materiais recicláveis e gera renda para dezenas de famílias.
A organização também desenvolve ações ligadas à educação ambiental e atua na inclusão produtiva de trabalhadores envolvidos na cadeia da reciclagem.

Biojoias valorizam a biodiversidade amazônica
Na Ilha do Combu, a artesã Silvia Rodrigues utiliza sementes, fibras e outros elementos da floresta na produção de biojoias.
Fundadora da Biojoias do Combu, ela desenvolve o trabalho há mais de 17 anos, promovendo atividades voltadas à valorização da biodiversidade amazônica e ao envolvimento de mulheres ribeirinhas na produção artesanal.
Além das biojoias, o empreendimento oferece oficinas de sabonetes artesanais e outros produtos produzidos com matérias-primas da região.
Turismo aproxima visitantes da cultura local
A iniciativa também reúne atividades voltadas ao turismo de experiência.
Entre elas estão vivências relacionadas à produção do açaí, trilhas pela floresta, banhos de cheiro e criação de abelhas sem ferrão.
Segundo o empreendimento, as ações buscam aproximar visitantes dos conhecimentos tradicionais e das práticas desenvolvidas pelas comunidades ribeirinhas da região.
Foto:ChatGPT

