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Home Google evita desmembramento nos EUA, mas terá de mudar práticas no mercado de anúncios
Google desmembramento

Google evita desmembramento nos EUA, mas terá de mudar práticas no mercado de anúncios

  • Victor Nabeiro
  • 2 de setembro de 2026

O Google não será obrigado a vender ou separar seu negócio de tecnologia para publicidade nos Estados Unidos. A Justiça americana rejeitou o pedido de desmembramento apresentado pelo Departamento de Justiça, mas determinou mudanças em práticas consideradas ilegais e prejudiciais à concorrência no mercado de anúncios online.

A decisão foi tomada pela juíza federal Leonie M. Brinkema, que já havia concluído anteriormente que o Google manteve ilegalmente um monopólio sobre tecnologias utilizadas no mercado de publicidade digital.

O processo foi aberto pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em janeiro de 2023 e questiona estratégias utilizadas pela empresa para preservar sua posição no setor.

Entre as medidas defendidas pelo governo americano estava a venda da plataforma de anúncios do Google. O objetivo seria reduzir a influência da companhia sobre o mercado e abrir mais espaço para concorrentes.

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Brinkema, porém, rejeitou essa alternativa e optou por impor restrições sobre a maneira como o Google administra suas tecnologias de publicidade.

Google mantém negócio de publicidade

A disputa envolve principalmente as ferramentas que participam dos leilões digitais responsáveis por determinar quais anúncios aparecem em sites e quanto os anunciantes pagam por esses espaços.

Segundo a conclusão anterior da Justiça, algumas práticas adotadas pelo Google deram à companhia controle excessivo sobre partes desse processo e prejudicaram a concorrência. Apesar disso, a juíza considerou que obrigar a empresa a vender ativos não seria a medida mais adequada.

Durante o julgamento, Brinkema chegou a levantar dúvidas sobre quanto tempo levaria um eventual processo de separação, principalmente diante da possibilidade de recursos apresentados pelo Google.

Também houve questionamentos sobre quais empresas teriam condições de comprar e administrar a plataforma. A alternativa adotada foi exigir mudanças nas práticas consideradas ilegais, mantendo a estrutura do negócio.

Detalhes das novas regras ainda serão divulgados

O conteúdo integral da decisão permanece temporariamente sob sigilo para que as partes possam retirar informações confidenciais antes de sua publicação. Por isso, ainda não são conhecidos todos os detalhes das restrições que deverão ser cumpridas pelo Google.

Até o momento, os principais pontos definidos são:

  • o Google não precisará vender sua plataforma de tecnologia para publicidade;
  • práticas adotadas pela companhia foram consideradas ilegais pela Justiça;
  • o pedido de desmembramento apresentado pelo Departamento de Justiça foi rejeitado;
  • a empresa terá de modificar determinadas práticas de sua operação;
  • os detalhes das medidas serão conhecidos após a publicação integral da decisão.

Grandes empresas de tecnologia enfrentam ações antitruste

O processo contra o negócio de publicidade do Google faz parte de uma série de ações das autoridades americanas contra grandes empresas de tecnologia.

Em outra disputa judicial envolvendo a companhia, o juiz Amit Mehta considerou ilegais determinadas práticas utilizadas pelo Google para manter sua posição dominante no mercado de buscas. Nesse caso, porém, também não foram impostas mudanças estruturais abrangentes, considerando, entre outros fatores, as transformações provocadas pela inteligência artificial no setor.

A Meta, controladora do Facebook, também enfrentou uma tentativa de desmembramento. Um tribunal rejeitou a medida após considerar que o crescimento de plataformas concorrentes, como o TikTok, enfraqueceu parte dos argumentos sobre o domínio da empresa no mercado de redes sociais.

No caso mais recente, o Google preserva sua estrutura de tecnologia publicitária, mas terá de adaptar a operação às determinações da Justiça americana. O alcance dessas mudanças ficará mais claro após a divulgação pública da decisão completa.

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Victor Nabeiro

Foto: ChatGPT

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