O cooperativismo mineiro foi incluído na construção do Plano Estadual de Enfrentamento aos Incêndios Florestais, iniciativa coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.
A proposta reúne poder público, setor produtivo, universidades e sociedade civil para estruturar ações de prevenção, monitoramento e resposta a incêndios em áreas rurais e florestais.
A participação do Sistema Ocemg reforça o papel institucional do cooperativismo na articulação de soluções coletivas para desafios que impactam diretamente a economia, o meio ambiente e a saúde pública.
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A primeira reunião do grupo ocorreu em março e marcou o início da organização do plano, com definição de metodologia, cronograma e integração entre os participantes. A expectativa é que, até maio, sejam consolidadas as propostas e diretrizes finais.
Entre as instituições envolvidas estão:
- Secretaria Estadual de Meio Ambiente
- Instituto Estadual de Florestas
- Defesa Civil
- Secretaria de Agricultura
- Polícia Militar e Polícia Civil
Nesse contexto, o cooperativismo contribui com sua capilaridade e presença no território, especialmente em áreas produtivas mais expostas a riscos climáticos.
A atuação do Sistema Ocemg inclui:
- Levantamento de cooperativas com experiência em situações de risco climático
- Identificação de estruturas já existentes, como brigadas locais
- Disseminação de informações e boas práticas de prevenção
- Apoio à mobilização de produtores e organizações rurais
A ideia é aproveitar o conhecimento prático já existente nas cooperativas, principalmente do ramo agropecuário, para fortalecer a capacidade de resposta em campo.
A iniciativa dá continuidade a um protocolo firmado em 2025 entre o cooperativismo e órgãos públicos, ampliando a atuação conjunta no enfrentamento de incêndios.
Quando diferentes setores compartilham informações e recursos, a resposta tende a ser mais rápida e coordenada.
O avanço do plano ocorre em um período sensível. Com a chegada da estiagem, aumentam os focos de incêndio em Minas Gerais, especialmente em:
- Áreas produtivas
- Margens de rodovias
- Regiões ambientalmente vulneráveis
Os impactos vão além do meio ambiente, afetando diretamente a produção, a saúde pública e a dinâmica econômica local.

A participação no plano mostra um movimento importante:
o cooperativismo atuando não apenas na produção ou no crédito, mas também na construção de soluções estruturais para o território.
Mais do que resposta emergencial, o foco está em prevenção, organização e ação coordenada, pilares que ganham ainda mais relevância em cenários de eventos climáticos cada vez mais frequentes.
Foto: Magnific

