A startup chinesa DeepSeek apresentou o modelo de inteligência artificial V4, descrito como um dos LLMs de código aberto mais avançados do mercado.
O lançamento ocorre em um momento estratégico, enquanto a empresa busca captar ao menos US$ 300 milhões em investimentos para sustentar seus custos operacionais.
O desempenho do novo modelo passa a ser decisivo para a avaliação da companhia, sediada em Hangzhou.
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Entre os avanços técnicos, o V4 amplia em oito vezes sua janela de contexto em relação à versão lançada em dezembro de 2024. Isso permite processar documentos mais extensos e manter interações mais complexas sem perda de coerência.
A empresa também priorizou funcionalidades voltadas a tarefas autônomas, nas quais o sistema executa ações e resolve problemas com menor intervenção humana.
A DeepSeek adotou uma política agressiva de preços para ampliar sua base de usuários. Enquanto modelos concorrentes, como o Claude Opus 4.6, cobram cerca de US$ 25 por milhão de tokens, o V4 Pro foi lançado por US$ 3,50.
A redução de custos está associada a otimizações no design e no treinamento do modelo, além da expectativa de maior oferta de chips de IA por parceiros locais ao longo de 2026.
Apesar dos avanços, o V4 ainda não supera os modelos mais recentes de código fechado. Testes indicam desempenho semelhante ao de sistemas norte-americanos do final de 2025, ficando atrás de soluções como Gemini 3.1 Pro e Claude 4.6 em algumas aplicações.

O modelo também não possui recursos multimodais nativos, como processamento de imagens, áudio ou vídeo. O avanço da DeepSeek acontece em um ambiente de disputa tecnológica e restrições internacionais.
Autoridades dos Estados Unidos levantaram questionamentos sobre possíveis violações de controles de exportação, enquanto empresas do setor apontam o uso de outputs de modelos concorrentes no desenvolvimento da tecnologia.
A companhia não comentou as acusações, mas enfrenta desafios como acesso a chips avançados e retenção de talentos.
A estratégia da DeepSeek se baseia no modelo de código aberto, permitindo que usuários baixem e adaptem a tecnologia. A empresa busca demonstrar que essa abordagem pode ser competitiva globalmente, combinando eficiência operacional com preços mais acessíveis.
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