As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 23,2% no primeiro bimestre de 2026, totalizando US$ 4,9 bilhões, segundo dados do Monitor do Comércio Brasil–EUA, divulgado pela Amcham Brasil.
O recuo representa uma redução de aproximadamente US$ 812 milhões em relação ao mesmo período de 2025.
A retração ocorre após sete meses consecutivos de queda nas vendas brasileiras ao mercado norte-americano, tendência iniciada em agosto de 2025, quando os Estados Unidos passaram a aplicar tarifas adicionais sobre alguns produtos brasileiros.
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Somente em fevereiro, as exportações somaram US$ 2,5 bilhões, uma redução de 20,3% em comparação com o mesmo mês do ano passado.
Entre os produtos que registraram as maiores quedas nas vendas ao mercado americano estão petróleo bruto, com recuo de 80,7%, combustíveis derivados de petróleo, com retração de 42,2%, e café, que apresentou queda próxima de 40% no período.
Os produtos diretamente atingidos pelas tarifas também apresentaram retração relevante, com redução de 27,4% nas exportações em fevereiro.
Com a queda mais acentuada das exportações em relação às importações, o déficit comercial do Brasil com os Estados Unidos também aumentou.
No acumulado de janeiro e fevereiro, o saldo negativo chegou a US$ 900 milhões, alta de 142,3% frente ao mesmo período de 2025.
Parte das tarifas aplicadas anteriormente pelos Estados Unidos foi posteriormente derrubada pela Suprema Corte do país. Em resposta, o governo norte-americano instituiu uma tarifa global de 10% sobre importações, medida que entrou em vigor no final de fevereiro.

Como a nova regra passou a valer apenas nos últimos dias do mês, os efeitos mais completos sobre o comércio bilateral devem aparecer nas estatísticas comerciais a partir de março.
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