O Google começou a implementar um novo recurso de inteligência artificial dentro do Google Maps. Chamado “Ask Maps” (“Pergunte ao Maps”), o sistema integra o modelo Gemini ao aplicativo de navegação e permite que os usuários façam perguntas mais complexas, indo além das buscas tradicionais por endereços ou rotas.
A funcionalidade faz parte da estratégia da empresa de ampliar o uso de inteligência artificial em seus principais produtos e fortalecer o ecossistema do Gemini.
Segundo Miriam Daniel, vice-presidente do Google Maps, o recurso aparece como um novo botão dentro do aplicativo. Ao ativá-lo, o usuário pode interagir com um chatbot que responde perguntas relacionadas a locais, serviços ou atividades próximas.
Entre os exemplos citados pela empresa estão perguntas como:
- “Meu celular está acabando a bateria, onde posso carregá-lo sem precisar esperar muito na fila de um café?”
- “Existe uma quadra pública de tênis com iluminação onde eu possa jogar hoje à noite?”
As respostas são personalizadas com base no histórico do usuário no Google Maps, incluindo pesquisas anteriores e locais salvos, o que ajuda a transformar sugestões em planos práticos.
Em comunicado, o Google afirmou que a integração com IA representa uma mudança mais ampla na forma como o aplicativo funciona.

“O Google Maps está mudando fundamentalmente o que um mapa pode fazer. Ao reunir o mapa mais atualizado do mundo com nossos modelos Gemini mais capazes, estamos transformando a exploração em uma conversa simples e tornando a direção mais intuitiva do que nunca com nossa maior atualização de navegação em mais de uma década.”
A integração do Gemini ao Maps faz parte de um movimento mais amplo da empresa para incorporar inteligência artificial em diferentes serviços.
A estratégia busca diferenciar os produtos do Google da concorrência e aumentar o tempo de permanência dos usuários nas plataformas da companhia.
Com mais de 2 bilhões de usuários mensais, o Google Maps é atualmente o aplicativo de navegação mais utilizado do mundo. O serviço completou 20 anos de existência no ano passado.
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O Ask Maps começou a ser disponibilizado nesta semana para usuários nos Estados Unidos e na Índia, em dispositivos Android e iOS. O Google informou que uma versão para desktop deve ser lançada posteriormente.
Antes do anúncio oficial, executivos da empresa afirmaram a jornalistas que o novo recurso não exibirá anúncios neste primeiro momento, embora a possibilidade de monetização futura não esteja descartada.
“Neste momento, estamos muito focados em lançar isso para nossos usuários e oferecer uma ótima experiência”, afirmou Andrew Duchi, diretor de gerenciamento de produto do Google.
Atualmente, o Google Maps gera receita principalmente por meio de publicidade e posicionamentos promovidos para empresas locais, além da cobrança pelo uso de APIs de mapas e dados de localização por outras companhias.
Mesmo assim, o serviço ainda é considerado um dos produtos menos monetizados do Google. Em entrevista à CNBC, o analista Brian Nowak, do Morgan Stanley, afirmou que a empresa vem buscando novas formas de ampliar a receita da plataforma.
Entre as iniciativas recentes está o licenciamento de conjuntos avançados de dados de mapeamento, que podem ser utilizados por empresas em projetos tecnológicos, incluindo aplicações ligadas à energia renovável e infraestrutura.
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