A OpenAI iniciou negociações com anunciantes para viabilizar a exibição de publicidade no ChatGPT a partir de fevereiro de 2026.
Segundo o site The Information, a empresa busca aportes iniciais de até US$ 1 milhão por anunciante para financiar a nova frente de receita.
A iniciativa ocorre em meio ao aumento dos custos operacionais da inteligência artificial, especialmente com infraestrutura de data centers.
Até agora, a OpenAI dependia majoritariamente de receitas com assinaturas, mas avalia novas fontes de financiamento como parte da preparação para uma futura abertura de capital (IPO).
De acordo com as informações divulgadas, os anúncios serão exibidos apenas para usuários da versão gratuita do ChatGPT e do plano ChatGPT Go, considerado o mais acessível. Assinantes dos planos Plus e Pro não terão publicidade.
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O modelo adotado será baseado em visualizações, e não em cliques. As marcas pagarão cada vez que o anúncio aparecer na tela do usuário. A publicidade será exibida no rodapé da conversa, sem interferir diretamente nas respostas do chatbot.
A OpenAI informou que não permitirá anúncios relacionados a política, saúde ou saúde mental. Usuários menores de 18 anos não verão publicidade. A empresa também afirmou que não venderá conteúdos de conversas privadas para anunciantes.
Os usuários terão a opção de ocultar anúncios e apagar dados utilizados para personalização da publicidade. Segundo a OpenAI, as respostas do ChatGPT não serão manipuladas para favorecer marcas ou produtos anunciados.
A estratégia inicial prevê anúncios voltados principalmente a compras e serviços relacionados ao contexto das perguntas feitas pelos usuários. A empresa afirma que o objetivo é criar um modelo de publicidade que preserve a experiência do usuário e evite migração para plataformas concorrentes.
A OpenAI reiterou que a prioridade permanece sendo a confiança do usuário, mesmo com a introdução da nova fonte de receita.
Foto:Zac Wolff/Unsplash

