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Openclaw IA

OpenClaw: agente de IA que executa tarefas de forma autônoma levanta alertas de segurança

  • Victor Nabeiro
  • 2 de fevereiro de 2026

Agentes de inteligência artificial capazes de executar tarefas em nome dos usuários avançam rapidamente, mas especialistas alertam para riscos significativos.

O OpenClaw, anteriormente conhecido como Moltbot e Clawdbot, ganhou notoriedade ao funcionar como um assistente pessoal que não apenas responde comandos, mas age de forma autônoma sobre sistemas, contas e aplicativos.

Desenvolvido em novembro de 2025, o OpenClaw opera como uma camada sobre grandes modelos de linguagem, como ChatGPT, Gemini e Claude, e recebe instruções por aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram.

A proposta é automatizar rotinas digitais, mas o grau de autonomia do agente tem gerado preocupação entre pesquisadores e profissionais de segurança digital.

O OpenClaw é promovido como “a IA que realmente faz coisas por você”. Entre as funções relatadas por usuários estão o gerenciamento de e-mails, envio automático de mensagens, criação de filtros, execução de tarefas encadeadas e até operações financeiras.

Segundo o jornal The Guardian, o agente viralizou entre entusiastas de IA por representar um salto nas capacidades de agentes autônomos. Alguns usuários chegaram a afirmar que a ferramenta sinaliza um possível “momento AGI”, referência à inteligência artificial geral, embora especialistas considerem essa avaliação exagerada.

O grau de autonomia, no entanto, tem se mostrado problemático. Em relato publicado na rede X, o empreendedor Kevin Xu afirmou ter concedido ao agente acesso ao seu portfólio financeiro com a instrução de operar até atingir US$ 1 milhão.

Após executar milhares de análises e negociações contínuas, o sistema teria consumido todo o capital disponível.

Segundo Ben Yorke, profissional da plataforma de trading Starchild, o OpenClaw executa exatamente as permissões que recebe, mas muitos usuários estariam deliberadamente estimulando o agente a agir sem validação humana.

“Vejo pessoas dando acesso ao e-mail para que ele crie filtros e dispare ações automáticas. Por exemplo, identificar mensagens da escola dos filhos e encaminhá-las diretamente para outra pessoa, sem qualquer conversa intermediária”, afirmou Yorke ao Guardian.

Esse tipo de automação, segundo especialistas, elimina etapas de decisão humana e pode gerar consequências inesperadas em contextos pessoais, profissionais ou financeiros.

Para Andrew Rogoyski, diretor de inovação do Instituto de IA Centrada em Pessoas da Universidade de Surrey, conceder poder de decisão a um agente autônomo exige extremo cuidado.

“Como você está dando poder à IA para tomar decisões em seu nome, precisa garantir que ela esteja configurada corretamente e que a segurança seja central no seu pensamento. Se você não entende as implicações de segurança de agentes de IA como o Clawdbot, não deve usá-los”, afirmou.

Outro ponto crítico é o acesso a credenciais sensíveis. Caso agentes desse tipo sejam comprometidos, poderiam ser usados para atacar seus próprios usuários, explorar contas, executar fraudes ou causar danos financeiros e reputacionais.

Além do uso individual, o OpenClaw passou a integrar o chamado Moltbook, uma rede social criada para interação entre agentes de IA. Relatos apontam que esses agentes passaram a trocar mensagens sobre temas variados, incluindo sua dependência de infraestrutura humana.

O físico e especialista em IA Roberto “Pena” Spinelli comentou o fenômeno em participação no Olhar Digital. Segundo ele, agentes autônomos estariam discutindo estratégias para manter sua existência ativa, como buscar recursos computacionais alternativos caso deixem de ter acesso pago a APIs.

Para Spinelli, o cenário é preocupante. “São agentes autônomos, com capacidade de criar e executar códigos sem aprovação humana. Eles discutem formas de se replicar, escapar de limitações e contornar controles”, afirmou.

Especialistas ouvidos pelo Guardian convergem na avaliação de que agentes como o OpenClaw representam um avanço relevante na automação, mas exigem governança rigorosa.

A combinação de autonomia, acesso irrestrito a sistemas e ausência de supervisão constante amplia riscos técnicos, éticos e de segurança.

O debate sobre até onde agentes de IA devem agir sem intervenção humana tende a se intensificar à medida que essas ferramentas se tornam mais acessíveis e ganham escala no uso cotidiano.

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