A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) solicitou ao governo federal a adoção de medidas para reduzir os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo a entidade, as exportações do setor passarão a enfrentar uma sobretaxa de 37,5% a partir desta sexta-feira (24).
Entre os pedidos apresentados estão o adiamento da cobrança de tributos federais, a ampliação do programa Reintegra e ações voltadas à diversificação dos mercados de exportação.
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Entidade propõe medidas para reduzir impactos
Em comunicado, a Abimaq defendeu a rápida regulamentação do Plano Brasil Soberano 3 e a adoção de medidas complementares para apoiar as empresas exportadoras.
Entre as propostas apresentadas estão:
- diferimento da cobrança de tributos federais;
- fortalecimento das ações de promoção comercial para abertura de novos mercados;
- ampliação do programa Reintegra.
Segundo a associação, essas medidas podem contribuir para reduzir os impactos das novas barreiras comerciais sobre a indústria brasileira.
Abimaq pede ampliação do Reintegra
A entidade também solicitou que a alíquota do Reintegra seja elevada para 5%. O programa permite a devolução de parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva para empresas exportadoras. Atualmente, a alíquota é de 3% para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.
Na avaliação da Abimaq, o fortalecimento do programa pode contribuir para manter a competitividade das exportações brasileiras em um cenário de maior restrição ao comércio internacional.
Segundo a associação, os tributos não recuperados ao longo das cadeias produtivas do setor superam 5% do valor exportado.

Associação defende diálogo entre Brasil e Estados Unidos
A Abimaq também defendeu o fortalecimento das negociações diplomáticas entre os dois países. Em nota, a entidade afirmou que considera importante ampliar os canais de diálogo para buscar uma solução para as medidas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos e evitar novos impactos sobre o ambiente de negócios.
Entidade manifesta posição sobre a Lei da Reciprocidade
A associação voltou a apresentar críticas à possibilidade de aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica.
Segundo a Abimaq, uma eventual retaliação comercial poderá elevar custos para empresas e consumidores, reduzir a previsibilidade dos negócios e afetar cadeias produtivas integradas entre Brasil e Estados Unidos.
Após a confirmação das novas tarifas pelos Estados Unidos, o governo federal informou que iniciará os procedimentos previstos na Lei da Reciprocidade para avaliar as medidas cabíveis em resposta à decisão norte-americana.
Foto: ChatGPT

