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Home Setor de máquinas pede adiamento de tributos após novas tarifas dos Estados Unidos
Equipe reunida trabalhando no setor de maquinas

Setor de máquinas pede adiamento de tributos após novas tarifas dos Estados Unidos

  • Donizete Barroso
  • 24 de julho de 2026

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) solicitou ao governo federal a adoção de medidas para reduzir os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo a entidade, as exportações do setor passarão a enfrentar uma sobretaxa de 37,5% a partir desta sexta-feira (24).

Entre os pedidos apresentados estão o adiamento da cobrança de tributos federais, a ampliação do programa Reintegra e ações voltadas à diversificação dos mercados de exportação.

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Entidade propõe medidas para reduzir impactos

Em comunicado, a Abimaq defendeu a rápida regulamentação do Plano Brasil Soberano 3 e a adoção de medidas complementares para apoiar as empresas exportadoras.

Entre as propostas apresentadas estão:

  • diferimento da cobrança de tributos federais;
  • fortalecimento das ações de promoção comercial para abertura de novos mercados;
  • ampliação do programa Reintegra.

Segundo a associação, essas medidas podem contribuir para reduzir os impactos das novas barreiras comerciais sobre a indústria brasileira.

Abimaq pede ampliação do Reintegra

A entidade também solicitou que a alíquota do Reintegra seja elevada para 5%. O programa permite a devolução de parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva para empresas exportadoras. Atualmente, a alíquota é de 3% para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.

Na avaliação da Abimaq, o fortalecimento do programa pode contribuir para manter a competitividade das exportações brasileiras em um cenário de maior restrição ao comércio internacional.

Segundo a associação, os tributos não recuperados ao longo das cadeias produtivas do setor superam 5% do valor exportado.

Associação defende diálogo entre Brasil e Estados Unidos

A Abimaq também defendeu o fortalecimento das negociações diplomáticas entre os dois países. Em nota, a entidade afirmou que considera importante ampliar os canais de diálogo para buscar uma solução para as medidas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos e evitar novos impactos sobre o ambiente de negócios.

Entidade manifesta posição sobre a Lei da Reciprocidade

A associação voltou a apresentar críticas à possibilidade de aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica.

Segundo a Abimaq, uma eventual retaliação comercial poderá elevar custos para empresas e consumidores, reduzir a previsibilidade dos negócios e afetar cadeias produtivas integradas entre Brasil e Estados Unidos.

Após a confirmação das novas tarifas pelos Estados Unidos, o governo federal informou que iniciará os procedimentos previstos na Lei da Reciprocidade para avaliar as medidas cabíveis em resposta à decisão norte-americana.

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Donizete Barroso

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