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Home Tarifas de Trump recaíram quase integralmente sobre consumidores dos EUA, aponta estudo alemão
Tarifaço de trump

Tarifas de Trump recaíram quase integralmente sobre consumidores dos EUA, aponta estudo alemão

  • Donizete Barroso
  • 22 de janeiro de 2026

Um estudo do Kiel Institute for the World Economy, da Alemanha, concluiu que praticamente todo o impacto do tarifaço aplicado pelo governo de Donald Trump em 2025 foi absorvido pelos próprios compradores americanos.

Segundo a pesquisa, apenas 4% do peso das tarifas foi assumido pelos exportadores estrangeiros, enquanto os 96% restantes foram repassados aos importadores, empresas e consumidores dos Estados Unidos.

A análise examinou mais de 25 milhões de registros de remessas, cobrindo cerca de US$ 4 trilhões em importações americanas. De acordo com o instituto, as tarifas funcionaram, na prática, como um imposto sobre o consumo de bens importados.

“Os US$ 200 bilhões em receita aduaneira adicional representam uma transferência de renda de americanos para o Tesouro dos EUA, não de produtores estrangeiros. A ideia de que países estrangeiros ‘pagam’ essas tarifas é um mito”, afirma o estudo.

O levantamento mostra que o impacto inicial das tarifas recai sobre importadores e atacadistas, que pagam o encargo no momento da entrada das mercadorias no país. Diante do aumento de custos, essas empresas tendem a repassar os valores aos seus clientes ou a reduzir margens.

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Fabricantes e varejistas que utilizam insumos importados enfrentam a etapa seguinte do repasse. Evidências das tarifas aplicadas entre 2018 e 2019 indicam que, na maioria dos casos, os custos adicionais foram transferidos aos consumidores finais, ainda que com variações conforme o grau de concorrência de cada mercado.

O resultado, segundo o estudo, é o aumento generalizado de preços, seja em produtos importados, seja em bens produzidos domesticamente que utilizam insumos estrangeiros, além da redução da variedade disponível no mercado.

“O aumento da arrecadação alfandegária não é dinheiro ‘gratuito’. Ele sai diretamente do bolso das famílias americanas”, destaca o relatório.

O Kiel Institute aponta que o impacto econômico das tarifas supera o valor arrecadado. Isso ocorre porque as medidas distorcem padrões de consumo, forçam empresas a reorganizar cadeias de suprimento e reduzem a diversidade de produtos disponíveis.

Esses efeitos, classificados como “perdas de peso morto”, representam custos econômicos sem contrapartida de benefícios equivalentes.

Para validar as conclusões, o instituto analisou especificamente as exportações do Brasil e da Índia. Em 2025, as tarifas sobre produtos brasileiros foram elevadas para 50%, enquanto as aplicadas à Índia subiram de 25% para o mesmo patamar.

Segundo o estudo, os exportadores desses países não reduziram preços para compensar o aumento tarifário.

No caso da Índia, a comparação entre exportações para os Estados Unidos, Europa e Canadá mostrou queda expressiva no volume enviado aos EUA, de até 24%, sem alteração nos preços unitários cobrados pelos exportadores.

“Os exportadores venderam menos para os Estados Unidos, mas não a preços mais baixos”, afirmou Julian Hinz, diretor de pesquisa do instituto.

O estudo elenca alguns fatores que explicam esse comportamento. Entre eles, a existência de mercados alternativos fora dos EUA, a inviabilidade econômica de cortes de preço suficientes para neutralizar tarifas elevadas, a expectativa de que as medidas possam ser temporárias e a rigidez das cadeias de suprimento, que dificulta a substituição rápida de fornecedores.

Segundo o Kiel Institute, o efeito final é negativo para todos os envolvidos: empresas americanas enfrentam margens menores, consumidores pagam preços mais altos e exportadores reduzem vendas ou buscam novos mercados. “As tarifas acabam prejudicando a todos”, conclui Hinz.

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