Empresas não financeiras consultadas pelo Banco Central passaram a projetar inflação menor para 2025 e 2026, além de uma leve valorização do real frente ao dólar, segundo a mais recente edição da pesquisa Firmus, divulgada nesta segunda-feira (22).
De acordo com o levantamento, a mediana das expectativas de inflação para 2025 caiu de 5,0% em setembro para 4,5%. Para 2026, a projeção recuou de 4,5% para 4,2%, indicando uma percepção mais favorável sobre o comportamento dos preços no médio prazo.
No câmbio, as empresas passaram a esperar uma cotação de R$ 5,50 por dólar seis meses à frente, ante R$ 5,60 na rodada anterior, sinalizando expectativa de apreciação da moeda brasileira.
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A pesquisa Firmus é realizada trimestralmente e capta a visão de empresas fora do setor financeiro. Esta edição reúne respostas de 240 companhias, coletadas entre 10 e 28 de novembro.
Em relação à atividade, a mediana das projeções indica crescimento de 2,10% do PIB em 2025, levemente acima dos 2,05% estimados em setembro. O número, no entanto, segue abaixo da projeção de 2,26% da pesquisa Focus e da estimativa oficial do Banco Central, de 2,3%.
Para 2026, as empresas consultadas esperam avanço de 1,80% do PIB, ligeiramente inferior aos 1,90% projetados anteriormente. O resultado é mais otimista do que a projeção do BC, de 1,6%, e em linha com a estimativa atual do Focus.
O Banco Central destacou que a percepção sobre a situação econômica atual apresentou melhora em relação às três rodadas anteriores, embora ainda permaneça em terreno negativo. O otimismo quanto ao desempenho do próprio setor de atuação das empresas ficou praticamente estável.
Apesar da melhora nas expectativas inflacionárias, o relatório aponta aumento na parcela de empresas que pretende reajustar seus preços acima da inflação, após três trimestres consecutivos de queda nesse indicador.
O dado sugere que, mesmo com um cenário mais benigno para os preços agregados, pressões microeconômicas continuam presentes em alguns segmentos.
Foto: Alicja Ziajowska/Unsplash

