A China ordenou que a Meta reverta a aquisição da startup de inteligência artificial Manus, avaliada em mais de US$ 2 bilhões. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (27) pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, órgão responsável por supervisionar investimentos estrangeiros no país.
A medida ocorre em meio ao aumento do controle sobre investimentos internacionais em empresas chinesas de tecnologia avançada.
Leia mais:
- Google mantém proibição de anúncios políticos no Brasil para as eleições de 2026
- TSE abre consulta pública para definir novo modelo de urnas eletrônicas para 2028
- WCM 2026 terá palco exclusivo para debater o futuro do cooperativismo agropecuário
- OpenAI descarta IPO em 2026 em meio a preocupações com segurança da IA
- Brasil reduz importação de trigo em agosto, mas dependência externa deve aumentar na nova safra
Segundo o órgão regulador, a operação será proibida e as partes envolvidas deverão desfazer a transação. O comunicado não citou diretamente a Meta, mas confirmou que o investimento estrangeiro na empresa será barrado conforme a legislação vigente.
A iniciativa reflete a estratégia da China de limitar a transferência de tecnologia e talentos em inteligência artificial para empresas estrangeiras, especialmente em um cenário de tensão com os Estados Unidos.
A Meta havia adquirido a Manus em dezembro de 2025. A startup recebeu anteriormente um aporte de US$ 75 milhões liderado por investidores norte-americanos e, posteriormente, transferiu suas operações para Cingapura.
Segundo informações, a mudança ocorreu sem aprovação das autoridades chinesas, o que também passou a ser analisado pelos reguladores.
Os cofundadores da Manus, Xiao Hong e Ji Yichao, foram convocados para reuniões com autoridades em março e, posteriormente, ficaram impedidos de deixar o país.

A investigação sobre a operação teve início em janeiro, poucos dias após a conclusão da aquisição.
O caso é considerado um dos mais relevantes envolvendo bloqueio de transações internacionais por parte da China. A decisão ocorre às vésperas de um encontro entre lideranças dos Estados Unidos e da China, em meio à disputa tecnológica entre os dois países.
A medida sinaliza um ambiente mais rigoroso para operações envolvendo empresas estrangeiras e startups chinesas de inteligência artificial.
Foto: Freepik

