A economia circular vem ganhando espaço em diferentes regiões do Pará por meio da atuação de cooperativas que unem sustentabilidade, geração de renda e valorização das comunidades locais.
Durante a FENCOOP® 2026, iniciativas ligadas ao artesanato sustentável, reciclagem, turismo comunitário e manejo florestal mostraram como o cooperativismo tem fortalecido territórios amazônicos e ampliado oportunidades para centenas de famílias.
As experiências apresentadas durante o evento evidenciaram como resíduos, conhecimentos tradicionais e recursos naturais passaram a ser incorporados a modelos produtivos capazes de combinar desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental.
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Turismo comunitário fortalece cultura e autonomia local
Na região do Tapajós, em Santarém, a TURIARTE vem consolidando um modelo baseado em turismo de base comunitária e produção artesanal sustentável.
A cooperativa reúne 12 comunidades e atua na valorização cultural e na geração de renda para famílias da região, especialmente mulheres envolvidas na produção artesanal.
Segundo a presidente da cooperativa, Naira Castro, o trabalho desenvolvido vai além da comercialização de produtos.
“Através da cooperativa, conseguimos levar nossos produtos e nossa cultura para além dos territórios locais, alcançando espaços nacionais e internacionais como feiras e exposições”, destacou.
Presente na FENCOOP® desde 2022, a TURIARTE utiliza a feira como espaço para ampliar mercados e fortalecer o planejamento produtivo das cooperadas, reforçando o papel da comercialização sustentável no desenvolvimento das comunidades tradicionais.
Manejo florestal sustentável gera renda na Amazônia
Outra iniciativa apresentada durante o evento foi a da COOMFLONA, cooperativa que atua com manejo florestal sustentável na Floresta Nacional do Tapajós.
A organização trabalha com exploração racional de recursos florestais, utilizando tecnologias de baixo impacto e ciclos produtivos planejados para garantir sustentabilidade econômica e ambiental no longo prazo.

De acordo com o diretor-presidente da cooperativa, Arimar Feitosa Rodrigues, parte da renda gerada também retorna para ações sociais nas comunidades.
“O manejo sustentável garante renda, distribui oportunidades e fortalece o desenvolvimento das comunidades”, afirmou.
Além das atividades econômicas, os recursos obtidos pela cooperativa ajudam a financiar iniciativas ligadas à juventude, turismo comunitário, artesanato e projetos voltados às mulheres da região.
Reciclagem cria oportunidades para jovens em Outeiro
Na Ilha de Outeiro, a COCAOUT vem se consolidando como referência em reciclagem e inclusão social.
Formada majoritariamente por jovens, a cooperativa atua na coleta e reaproveitamento de resíduos sólidos, associando geração de renda à educação ambiental.
Além da comercialização de materiais recicláveis, a organização promove campanhas de conscientização em praias, áreas urbanas e espaços públicos.
Segundo Ana Carolina, representante da cooperativa, o trabalho desenvolvido busca ampliar o entendimento sobre descarte correto e reaproveitamento de resíduos.
“Nosso trabalho é também conscientizar sobre o descarte correto e mostrar que resíduos podem gerar transformação social”, explicou.
Com apoio de parcerias institucionais e empresariais, a cooperativa ampliou sua estrutura operacional e fortaleceu ações voltadas à inclusão produtiva de jovens em situação de vulnerabilidade.
Economia circular avança como estratégia de desenvolvimento regional
As experiências apresentadas durante a FENCOOP® 2026 reforçaram como o cooperativismo vem transformando a economia circular em uma ferramenta concreta de desenvolvimento regional no Pará.
Por meio do reaproveitamento de resíduos, da valorização cultural e do uso sustentável dos recursos naturais, cooperativas paraenses ampliam oportunidades econômicas ao mesmo tempo em que contribuem para a preservação ambiental.
As iniciativas também demonstram a capacidade do cooperativismo de fortalecer comunidades locais, gerar impacto social e criar modelos produtivos alinhados aos desafios atuais da Amazônia.
Foto: Magnific

