O agronegócio estará no centro das audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que discutem a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras.
As reuniões representam uma das etapas finais da investigação comercial aberta em 2025 e reúnem representantes de entidades dos dois países ligados às principais cadeias do setor agropecuário.
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Setor agro lidera participação nas audiências
A lista de participantes divulgada pelo USTR reúne representantes de segmentos como carne, café, arroz, açúcar, etanol, sementes e combustíveis renováveis.
Pelo lado brasileiro, participam entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a Sociedade Rural Brasileira (SRB), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel.
Entre os representantes norte-americanos estão associações de produtores de milho, pecuaristas, empresas de combustíveis renováveis, produtores de açúcar de beterraba, entidades ligadas ao comércio de sementes e ao setor de grãos.
Investigação avalia práticas comerciais
A proposta faz parte de uma investigação conduzida pelo USTR, que analisa políticas brasileiras consideradas pelos Estados Unidos como possíveis barreiras comerciais.
Entre os temas avaliados estão questões relacionadas ao Pix, propriedade intelectual, tarifas comerciais, combate à corrupção e fiscalização ambiental.
Ao término das audiências, o governo norte-americano decidirá se mantém ou altera a recomendação de aplicar a tarifa adicional sobre determinados produtos brasileiros.
Alguns produtos ficaram fora da proposta
Durante o andamento da investigação, alguns setores foram retirados da proposta inicial de sobretaxa. Entre eles estão:
- carne bovina;
- aeronaves;
- minerais estratégicos.
A decisão final, porém, ainda depende da conclusão das audiências e da avaliação do governo dos Estados Unidos.
Ex-diretor da OMC participa das discussões
O diplomata brasileiro Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), também participa das audiências.
Contratado por representantes do setor privado brasileiro, Azevêdo fará intervenções em defesa dos interesses das empresas nacionais durante as discussões conduzidas pelo USTR.

Decisão é acompanhada pelo agronegócio
O resultado das audiências é acompanhado com atenção pelo setor agropecuário brasileiro, já que os Estados Unidos figuram entre os principais mercados para produtos como café, açúcar, etanol, suco de laranja e itens da cadeia florestal.
A definição do governo norte-americano poderá influenciar o acesso desses produtos ao mercado dos Estados Unidos e as relações comerciais entre os dois países.
Foto:ChatGPT

