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Home Arrozeiros pedem juros abaixo de 10% no Plano Safra 2026/27
Caminhão descarregando milho

Arrozeiros pedem juros abaixo de 10% no Plano Safra 2026/27

  • Donizete Barroso
  • 29 de junho de 2026

O setor arrozeiro espera que o Plano Safra 2026/27, previsto para ser anunciado na próxima terça-feira (30), venha acompanhado de medidas que ampliem o acesso ao crédito para os produtores.

Entre as principais reivindicações da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) estão a renegociação de dívidas, a recomposição do seguro rural e taxas de juros inferiores a 10% ao ano para as linhas de custeio.

Segundo o presidente da entidade, Denis Dias Nunes, o elevado nível de endividamento dos produtores pode impedir que parte do setor consiga contratar novos financiamentos, mesmo com a disponibilidade de recursos no Plano Safra.

“Precisamos de um grande suporte governamental. Sem isso, grande parte dos produtores não terá acesso ao crédito diante das dificuldades que encontramos”, afirmou.

Crédito e renegociação de dívidas

A Federarroz defende que a criação de uma linha especial de financiamento para produtores afetados por eventos climáticos, prevista no Projeto de Lei 5.122/2023, avance antes da implementação do novo Plano Safra.

Para a entidade, apenas ampliar o volume de recursos não será suficiente se produtores com restrições financeiras continuarem impedidos de acessar as linhas de crédito.

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Juros abaixo de 10%

Outro ponto considerado prioritário é a redução das taxas de juros do crédito rural para a agricultura empresarial.

De acordo com Denis Nunes, juros em dois dígitos comprometem a viabilidade econômica da produção de arroz em um cenário de margens mais apertadas.

“Nas condições que temos agora, principalmente no arroz, não há como viabilizar o pagamento com juros acima de 10% ao ano”, destacou.

Liberação dos recursos

A entidade também chama atenção para a operacionalização do Plano Safra. Segundo a Federarroz, o anúncio do governo autoriza as instituições financeiras a conceder crédito, mas a efetiva liberação depende da captação de recursos pelos bancos por meio de instrumentos como Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), poupança rural e outras fontes de financiamento.

“O Plano Safra não representa simplesmente a entrega de R$ 500 bilhões ou R$ 600 bilhões, mas a autorização para que os bancos busquem recursos e liberem o crédito”, explicou o presidente da Federarroz.

Expectativas para o Plano Safra

A Federação espera que o volume anunciado fique próximo da proposta apresentada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que prevê R$ 623 bilhões para o Plano Agrícola e Pecuário 2026/27, sendo R$ 518,2 bilhões destinados à agricultura empresarial.

Além disso, a entidade defende a recomposição dos recursos para o seguro rural, com orçamento próximo de R$ 4 bilhões, considerado mais compatível com a demanda do setor diante dos riscos climáticos enfrentados pelos produtores.

Segundo Denis Nunes, fortalecer o seguro rural é fundamental para ampliar a proteção das lavouras e dar maior previsibilidade à atividade agrícola.

“Esperamos que o Plano Safra chegue próximo ao pedido das confederações ligadas à agricultura, em torno de R$ 600 bilhões, e que tenha uma subvenção para o seguro rural em torno de R$ 4 bilhões”, concluiu.

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Donizete Barroso

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