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Home Câmara aprova projeto que amplia crédito para agricultores familiares investirem em energia solar
Painel de energia solar

Câmara aprova projeto que amplia crédito para agricultores familiares investirem em energia solar

  • Marlon Barcelos
  • 3 de setembro de 2025

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que prevê a destinação de recursos para garantir operações de crédito de cooperativas de geração compartilhada de energia solar voltadas à produção rural.

A medida também cria programas nacionais voltados a sistemas agroflorestais e florestas produtivas. O texto segue agora para análise no Senado.

O projeto, de autoria do deputado Pedro Uczai (PT-SC) e relatado em Plenário por Nilto Tatto (PT-SP), estabelece que o Fundo Garantidor de Operações (FGO) reservará R$ 400 milhões por 18 meses para financiar projetos de energia solar em regime de cooperativa.

O crédito poderá ser acessado pelo Pronaf, desde que a energia seja integralmente usada para atividades agropecuárias das propriedades associadas.

Segundo Tatto, a proposta vai facilitar a criação de usinas de menor porte, descentralizar a produção de energia e democratizar o acesso à matriz renovável. Já Uczai destacou que o objetivo é garantir que agricultores familiares possam ter cooperativas próprias de energia.

Além da parte voltada à energia, o texto cria o Programa Nacional de Sistemas Agroflorestais de Base Agroecológica (Prosaf) e o Programa Nacional de Florestas Produtivas. As iniciativas visam recuperar áreas degradadas, integrar agricultura e preservação ambiental, incentivar o plantio de espécies nativas e ampliar a produção de alimentos de forma sustentável.

O Prosaf, por exemplo, priorizará agricultores familiares, comunidades tradicionais e assentados da reforma agrária, promovendo sistemas produtivos resilientes às mudanças climáticas. Já o programa de florestas produtivas busca recuperar áreas alteradas, regularizar propriedades ambientalmente e ampliar a capacidade de produção da agricultura familiar.

O financiamento das ações virá do Orçamento da União, podendo contar também com recursos de multas ambientais convertidas em serviços, fundos climáticos e constitucionais de desenvolvimento regional. O projeto prevê ainda conselhos e comitês técnicos responsáveis por elaborar planos, monitorar metas e definir metodologias para valoração de serviços ambientais.

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Durante o debate, houve divergências. O deputado Gilson Marques (Novo-SC) criticou a medida, alegando que poderia desestimular a produção agrícola em favor de pequenas usinas de energia. Já Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que a inclusão de programas agroflorestais amplia o alcance da proposta para além do escopo inicial.

Em resposta, Pedro Uczai rebateu as críticas e disse que não haverá distribuição arbitrária de recursos. “Todos os financiamentos seguirão regras definidas pelo Conselho Monetário Nacional”, afirmou.

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Marlon Barcelos

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Foto: American Public Power Association/ Unsplash

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