As cooperativas brasileiras foram destaque no quarto episódio do MasterChef Brasil, exibido na última terça-feira (16), ao levar para a tradicional prova da Caixa Misteriosa ingredientes produzidos em diferentes regiões do país. A ação integrou a campanha SomosCoop e apresentou ao público a diversidade da produção cooperativista nacional.
O desafio contou com a participação de oito cooperados, que compartilharam histórias e características dos territórios onde os alimentos são produzidos. Entre os ingredientes estavam carnes, frutas, hortaliças, laticínios, cereais, ervas, cogumelos, farinhas e bebidas provenientes de cooperativas do Pará, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Durante o programa, os jurados destacaram a diversidade dos produtos reunidos na prova e a capacidade do cooperativismo de conectar diferentes regiões e cadeias produtivas. A ação também evidenciou a presença crescente das cooperativas em mercados de grande visibilidade e aproximou os consumidores da origem dos alimentos utilizados na gastronomia.
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Outro destaque foi o selo SomosCoop, utilizado para identificar produtos e serviços de cooperativas brasileiras, facilitando o reconhecimento por parte dos consumidores.
A participação no programa também trouxe visibilidade para a dimensão do cooperativismo agropecuário brasileiro. De acordo com o Anuário do Cooperativismo Brasileiro, o ramo agro reunia, em 2024, 1.172 cooperativas, mais de 1,09 milhão de cooperados e cerca de 268,2 mil empregos diretos em todo o país. Em comparação com o ano anterior, o número de cooperados cresceu 4,2%, enquanto a geração de empregos avançou 4,3%.
Ao longo do episódio, os jurados ressaltaram a importância da rastreabilidade e da valorização dos produtores rurais. A chef Helena Rizzo destacou a relação entre o trabalho desenvolvido no campo e toda a cadeia da alimentação.
“Esse sistema de cooperativa valoriza essas pessoas que estão envolvidas com a terra. Simplesmente porque, se a gente não tem isso, a gente não tem cozinha, a gente não tem MasterChef, a gente não tem restaurante, a gente não tem saúde”, afirmou.
O chef Érick Jacquin também ressaltou a relevância dos produtores e da atuação coletiva proporcionada pelas cooperativas.
“O pequeno produtor é quem viabiliza isso tudo para a gente. A cooperativa mostra que não são apenas duas mãos que fazem aquele prato de comida. São várias mãos”, disse.
Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a participação no programa amplia a visibilidade do cooperativismo e ajuda a mostrar ao público a origem dos alimentos consumidos diariamente.

“Grande parte dos alimentos que chegam à mesa das famílias brasileiras passa pelo cooperativismo. Estar em um programa com a audiência e a relevância do MasterChef é uma oportunidade para mostrar que por trás de cada produto existem milhares de pessoas que trabalham de forma coletiva para gerar renda, desenvolvimento e oportunidades em todas as regiões do país”, destacou.
Foto divulgação

