O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou nesta sexta-feira (6) que a estabilização da dívida pública brasileira não será alcançada apenas por meio da política fiscal. Segundo ele, a trajetória do endividamento depende de forma decisiva da política monetária conduzida pelo Banco Central.
A declaração foi feita durante entrevista coletiva em Brasília. Mello destacou que a gestão das contas públicas precisa estar articulada com a política monetária para produzir efeitos duradouros sobre a dinâmica da dívida.
De acordo com o secretário, a experiência recente demonstra que a atuação coordenada entre política econômica, fiscal e monetária gerou resultados positivos, especialmente no controle da inflação ao longo de 2025. Para ele, esse alinhamento é fundamental para garantir previsibilidade e estabilidade macroeconômica.
Leia mais:
- SoftBank prepara emissão inédita de títulos em euros para financiar expansão em IA
- Sicredi é destaque em ranking global da Forbes e mantém posição entre os melhores bancos do Brasil
- Anthropic avalia desenvolver chips próprios para reduzir dependência de fornecedores
- Amazon prevê lançamento de internet via satélite para 2026 e amplia disputa com Starlink
- OCB/DF inicia nova turma de curso voltado à gestão de cooperativas de reciclagem
Mello afirmou que a melhora de indicadores como inflação e expectativa de crescimento cria condições mais favoráveis para a administração da dívida, mas ressaltou que esse processo não ocorre de forma isolada nem automática.
O secretário de Política Econômica está sendo avaliado pelo governo para uma possível indicação a uma diretoria do Banco Central. Caso confirmado, o nome ainda precisará passar por sabatina e votação no Senado Federal.
A área comandada por Mello é responsável pelas projeções oficiais de inflação, crescimento econômico e resultado fiscal que embasam as decisões do governo e integram o diálogo técnico com a autoridade monetária.

