Cidades brasileiras e internacionais vêm adotando sistemas de iluminação pública inteligente como estratégia para reduzir custos, evitar desperdícios e tornar o uso do espaço urbano mais eficiente.
A substituição de postes convencionais por luminárias de LED integradas a sensores e plataformas de telegestão tem permitido economias energéticas que podem chegar a 80%, segundo estudos sobre cidades inteligentes.
A tecnologia combina lâmpadas de alta eficiência com sensores de presença, sistemas de monitoramento remoto e controle automático de intensidade luminosa.
Com isso, a iluminação se adapta ao fluxo real de pessoas e veículos, reduzindo a potência em horários de menor movimento e reforçando a luz em áreas mais utilizadas.
Os postes inteligentes operam a partir de sensores que identificam circulação, condições ambientais e horários de uso do espaço público.
Esses dados são enviados a centrais de controle, que ajustam automaticamente a intensidade da iluminação. Em vias pouco movimentadas, a luz é reduzida; em locais com maior fluxo, permanece em níveis adequados de segurança.
Além da economia de energia, o modelo permite identificar falhas em tempo real, diminuindo custos de manutenção e o tempo de resposta para reparos.
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A vida útil das luminárias de LED também é superior à das lâmpadas tradicionais, o que reduz a necessidade de substituições frequentes.
Levantamentos internacionais indicam que a modernização da iluminação pública pode reduzir entre 60% e 80% o consumo de energia elétrica.
Em termos ambientais, a diminuição da demanda energética contribui para a redução das emissões de CO₂ associadas à geração de eletricidade.
No Brasil, projetos implementados em parceria entre empresas de tecnologia e prefeituras, como iniciativas conduzidas por grupos como Philips e Enel X, apontam economia significativa nos gastos municipais, liberando recursos para outras áreas do orçamento público, como mobilidade urbana, saúde e serviços sociais.
Para a população, os efeitos são percebidos principalmente na regularidade do serviço e na adequação da iluminação aos horários e usos da cidade.
Ruas e espaços públicos tendem a ficar mais bem iluminados quando há circulação, com menos falhas e apagões, ao mesmo tempo em que se evita o excesso de luz em áreas vazias.
Especialistas apontam que a iluminação adaptativa pode contribuir para a sensação de segurança e para uma ocupação mais equilibrada do espaço urbano, sem aumento de custos operacionais.
A iluminação inteligente também é considerada uma base para outras aplicações de cidade inteligente. Os postes podem funcionar como suporte para sensores ambientais, câmeras, sistemas de Wi-Fi público e, futuramente, infraestrutura para recarga de veículos elétricos.
Com isso, a modernização da iluminação pública deixa de ser apenas uma medida de eficiência energética e passa a integrar estratégias mais amplas de gestão urbana, conectividade e sustentabilidade.
Ao racionalizar o uso da energia e adaptar a cidade às necessidades reais de quem a utiliza, os sistemas de iluminação inteligente vêm se consolidando como uma das portas de entrada para modelos urbanos mais eficientes e financeiramente sustentáveis.
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