O Instituto Folio, organização sem fins lucrativos de ciência e tecnologia agrícola fundada pela Raiar Orgânicos, anunciou o lançamento do treinamento Vozes da Transição, voltado a profissionais da agricultura regenerativa e da produção orgânica de grãos.
O programa é gratuito, terá duração de quatro meses e começa em 27 de fevereiro. Nesta primeira edição, serão selecionados até 20 participantes, entre produtores rurais, técnicos de campo, agrônomos, professores e pesquisadores.
A seleção é restrita a profissionais diretamente envolvidos com práticas regenerativas com grãos e que tenham potencial de multiplicar conteúdo qualificado em suas redes e territórios. As inscrições seguem abertas até 20 de fevereiro.
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A formação será híbrida, com aulas presenciais e online, além de mentorias com especialistas e curadoria de profissionais das áreas de comunicação, conteúdo e estratégia. O objetivo é transformar conhecimento técnico em mensagens claras e criativas, adaptadas aos diferentes canais das redes sociais.
O núcleo Globo Rural, formado pelos jornais Valor e O Globo, pela Revista Globo Rural e pela Rádio CBN, é parceiro da iniciativa. Os conteúdos produzidos pelos participantes serão publicados nos canais da Globo Rural no Instagram e no TikTok ao longo do treinamento.
Segundo o Instituto Folio, a proposta parte da avaliação de que a transição para um modelo produtivo mais resiliente, capaz de garantir produtividade e rentabilidade ao produtor, já está em curso no país, mas pode ser melhor comunicada ao público.
“Técnicas, dados e experiências valiosas acabam restritas a círculos especializados, quando poderiam contribuir para um debate mais amplo e qualificado”, afirma Luis Barbieri, fundador do Instituto Folio. Ele destaca que o grupo será formado por perfis diversos, representando diferentes realidades da nova agricultura brasileira.
Para Cassiano Ribeiro, editor-executivo da Globo Rural e um dos curadores do programa, traduzir a complexidade do campo para uma linguagem acessível é um dos principais desafios do setor. Segundo ele, a iniciativa busca ampliar o diálogo entre ciência, agricultura regenerativa e sociedade, com credibilidade.
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