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Home Investidores globais ampliam apostas em IA chinesa diante de temor de bolha nos EUA
China

Investidores globais ampliam apostas em IA chinesa diante de temor de bolha nos EUA

  • Donizete Barroso
  • 24 de dezembro de 2025

O receio crescente de uma bolha especulativa no setor de inteligência artificial (IA) em Wall Street tem levado investidores globais a buscar alternativas fora dos Estados Unidos.

Nesse movimento, empresas chinesas de tecnologia passaram a ganhar espaço nos portfólios, impulsionadas tanto por valuations mais baixos quanto pelo apoio direto de Pequim à estratégia de independência tecnológica.

Gestoras internacionais vêm aumentando a exposição à IA chinesa como forma de diversificação geográfica e de risco.

O interesse também se intensificou após a rápida ascensão da DeepSeek, vista por investidores como a principal resposta chinesa ao ChatGPT, e pelo avanço acelerado de fabricantes locais de chips e infraestrutura.

A estratégia chinesa de reduzir a dependência tecnológica dos Estados Unidos tem sido um dos principais motores desse movimento.

Pequim vem estimulando a listagem de empresas ligadas à cadeia de semicondutores e IA, como a Moore Threads, frequentemente apelidada de “Nvidia da China”, e a MetaX Integrated Circuits, que abriu capital recentemente.

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Para investidores estrangeiros, o aumento do apoio estatal e o avanço da engenharia local indicam que a China vem reduzindo a distância tecnológica em relação aos EUA, mesmo diante das restrições impostas por Washington.

Em relatório divulgado neste mês, o UBS Global Wealth Management classificou o setor de tecnologia chinês como “o mais atraente” do momento, citando a busca por diversificação, o forte suporte político e a rápida monetização de aplicações de IA no país.

Além da estratégia industrial, a diferença de preços entre os mercados tem pesado nas decisões de alocação. Atualmente, o índice Nasdaq negocia a cerca de 31 vezes o lucro das empresas listadas, enquanto o Hang Seng Tech, de Hong Kong, é negociado a aproximadamente 24 vezes.

Esse diferencial permite exposição ao tema de IA por meio de gigantes como Alibaba, Baidu, Tencent e SMIC, com múltiplos considerados mais conservadores por parte do mercado.

A gestora britânica Ruffer, por exemplo, afirmou manter uma exposição “deliberadamente limitada” às chamadas “Sete Magníficas” da tecnologia americana e vem avaliando ampliar posições em empresas chinesas, como a Alibaba.

A companhia é dona do modelo de linguagem Qwen e tem intensificado investimentos em infraestrutura de computação em nuvem.

“Embora os EUA ainda liderem em IA de ponta, a China está diminuindo rapidamente essa diferença. O fosso pode não ser tão largo ou profundo quanto muitos imaginam”, afirmou Gemma Cairns-Smith, especialista em investimentos da Ruffer.

O interesse também se reflete no crescimento de fundos negociados em bolsa (ETFs) focados em tecnologia chinesa. O ETF KWEB, da KraneShares, que investe em ações chinesas listadas no exterior — incluindo Tencent, Alibaba e Baidu, aumentou em cerca de dois terços neste ano, alcançando quase US$ 9 bilhões em ativos.

Outro ETF da gestora, voltado para empresas de tecnologia onshore da China, como Cambricon, Montage Technology e Advanced Micro-Fabrication Equipment, também registrou forte expansão em 2025.

A consultoria Rayliant lançou recentemente um fundo listado na Nasdaq que oferece exposição a empresas chinesas vistas como equivalentes locais de gigantes globais como Google, Meta, Tesla e Apple.

Segundo o fundador da Rayliant, Jason Hsu, enquanto os EUA mantêm vantagem em inovação, a China se destaca em engenharia, manufatura e fornecimento de energia.

“As restrições tecnológicas forçaram a China a investir pesado e desenvolver soluções do zero. Para o investidor, a estratégia mais prudente é capturar essas oportunidades e administrar a incerteza por meio da diversificação”, afirmou Hsu.

Apesar do entusiasmo, parte do mercado adota uma postura mais cautelosa. A MetaX Integrated Circuits registrou valorização de cerca de 700% em sua estreia na bolsa de Xangai, enquanto a Moore Threads acumulou alta de aproximadamente 400% após o IPO.

Para alguns gestores, esses movimentos refletem mais expectativa do que fundamentos. “Nenhuma das fabricantes de chips listadas atualmente tem suporte consistente de valuation.

Os preços são quase totalmente impulsionados pelo hype”, avaliou Kamil Dimmich, sócio da North of South Capital.

Já Carol Fong, presidente-executiva da CGS International Securities, defende uma abordagem seletiva. Segundo ela, investidores devem equilibrar exposição entre líderes globais e empresas chinesas que se beneficiam diretamente da política de autossuficiência, especialmente em segmentos como IA, semicondutores e robótica.

“O cenário atual é fragmentado e fortemente influenciado pela geopolítica. A chave está em balancear risco e oportunidade”, afirmou.

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