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Cooperativismo

O mundo precisa olhar para o cooperativismo não como alternativa, mas como caminho

  • Marlon Barcelos
  • 24 de dezembro de 2025

Num mundo que busca modelos mais humanos, sustentáveis e inclusivos, o cooperativismo se afirma como uma resposta concreta, não retórica, aos desafios sociais e econômicos contemporâneos.

Não por acaso, a Organização das Nações Unidas escolheu 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas. Hoje, o modelo está presente em todos os continentes e setores da economia.

De acordo com a Aliança Cooperativa Internacional, existem mais de 3 milhões de cooperativas no mundo, que reúnem cerca de 1 bilhão de pessoas, aproximadamente 12% da população global.

O impacto econômico acompanha essa escala: são 280 milhões de empregos gerados, cadeias produtivas fortalecidas e comunidades inteiras impulsionadas, com redução de desigualdades e ampliação de oportunidades.

Esse impacto se torna ainda mais evidente quando observamos o papel das instituições financeiras cooperativas. Em um ambiente marcado pela concentração bancária, juros elevados e distanciamento entre instituições e pessoas, as cooperativas preenchem uma lacuna estrutural.

Elas chegam antes, e chegam onde outros não chegam. No Brasil, são mais de 743 cooperativas de crédito atendendo milhões de pessoas, muitas delas em municípios pequenos, onde um único ponto de atendimento pode significar o início de um novo ciclo de desenvolvimento.

Ao oferecer crédito com condições mais equilibradas, orientação qualificada e uma relação mais próxima com os cooperados, as cooperativas promovem uma inclusão financeira real.

Não se trata apenas de acesso a serviços bancários, mas da viabilização de projetos, investimentos, modernização produtiva, expansão de negócios e geração de renda.

Esse é um dos diferenciais centrais do cooperativismo: ele agrega renda, não a extrai. O cooperado se beneficia em três dimensões.

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Primeiro, pelo acesso a crédito mais justo, com responsabilidade na concessão. Segundo, pela economia proporcionada por taxas e tarifas mais compatíveis com a realidade de famílias, profissionais, empreendedores e produtores rurais.

Terceiro, pelo retorno das sobras, o resultado anual da cooperativa, distribuído proporcionalmente entre os cooperados.

Forma-se, assim, um ciclo virtuoso em que os recursos permanecem na região, circulam na economia local e fortalecem vínculos produtivos.

Diferentemente de modelos concentradores, o cooperativismo devolve à comunidade parte do valor que ela própria gerou. Um estudo recente da FIPE/USP ilustra esse efeito: nos municípios com presença de cooperativas, o impacto agregado anual foi superior a R$ 48 bilhões, com a criação de 70 mil novas empresas e 278 mil postos de trabalho.

Nessas localidades, o PIB per capita é 5,6% maior, há 6,2% mais vagas formais e o número de estabelecimentos comerciais cresce 15,7%.

As micro e pequenas empresas são um retrato claro dessa força. Hoje, 26% das MPEs brasileiras mantêm relacionamento com o Sicredi.

Esse dado revela como o cooperativismo atua como alavanca do empreendedorismo local, oferecendo não apenas crédito, mas orientação próxima e soluções adequadas à realidade dos pequenos negócios, muitas vezes o principal motor econômico de cidades do interior.

Apoiar essas empresas significa estimular empregos locais, fortalecer cadeias produtivas e manter a vitalidade econômica das comunidades.

No campo, a lógica cooperativa também se traduz em resultados consistentes. A agricultura familiar, responsável por grande parte dos alimentos consumidos no país, sustenta economias locais, preserva identidades culturais e garante a permanência das famílias no meio rural. Quando crédito acessível e orientação técnica chegam a esse público, o impacto é imediato.

Na safra 2024/2025, apenas nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, o Sicredi destinou mais de R$ 3 bilhões em custeio e cerca de R$ 900 milhões em investimentos para a agricultura familiar, beneficiando aproximadamente 48 mil associados.

Em nível nacional, o Sistema Sicredi financiou R$ 12,2 bilhões para o segmento na mesma safra, quase o dobro do registrado cinco anos antes. Cada safra financiada representa modernização, aumento de produtividade, geração de renda e fortalecimento das comunidades rurais.

O impacto das cooperativas, no entanto, vai além da esfera financeira. Ele se expressa em educação, cultura, empreendedorismo, inclusão de jovens, desenvolvimento comunitário e sustentabilidade.

Em 2024, o Sicredi destinou mais de R$ 435 milhões a iniciativas de impacto social, mais de R$ 1 milhão por dia investido diretamente na sociedade.

Esse conjunto de evidências mostra que o cooperativismo não é uma solução marginal. Ele responde a problemas estruturais: reduz desigualdades, amplia oportunidades, fortalece regiões vulneráveis e constrói um ambiente econômico mais equilibrado.

Por isso, a ONU discute transformar o Ano Internacional das Cooperativas em uma agenda recorrente. Uma celebração pontual já não é suficiente para refletir a dimensão desse modelo.

O mundo precisa olhar para o cooperativismo não como alternativa, mas como caminho. Trata-se de um instrumento contemporâneo para uma realidade que não pode mais conviver com desigualdade estrutural e concentração de renda.

Onde há cooperativa, a vida melhora. E quanto mais esse movimento se expande, mais próximo estamos de uma sociedade verdadeiramente inclusiva, sustentável e capaz de gerar prosperidade compartilhada.

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