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Home Sindicato defende blindagem do Banco Central contra pressões privadas após caso Banco Master
Banco central do Brasil

Sindicato defende blindagem do Banco Central contra pressões privadas após caso Banco Master

  • Donizete Barroso
  • 8 de janeiro de 2026

O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) defendeu, em nota pública divulgada nesta quinta-feira (8), a necessidade de fortalecer a autoridade monetária diante de pressões externas, após os desdobramentos envolvendo a liquidação do Banco Master.

Na avaliação da entidade, o episódio evidencia a importância de garantir a blindagem institucional do Banco Central para preservar sua atuação técnica e evitar interferências de grupos privados em decisões regulatórias sensíveis para a economia.

“O Banco Central não é uma empresa, mas uma autoridade estatal que exige proteção contra o lobby de grupos econômicos que poderiam atuar em sentido contrário ao interesse da sociedade”, afirmou o sindicato no comunicado.

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A entidade também ressaltou que uma governança sólida é fundamental para proteger o sistema financeiro contra riscos associados à liberalização excessiva, brechas regulatórias e a infiltração de práticas ilícitas que possam comprometer a estabilidade do setor.

Segundo o sindicato, o caso Banco Master serve como alerta. “O episódio foi uma lição severa e oportuna: é preciso que o país fortaleça o Banco Central agora, garantindo que o regulador esteja plenamente blindado antes que a próxima crise imponha custos ainda mais altos ao Brasil”, destacou a nota.

O sindicato voltou a criticar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a independência orçamentária do Banco Central. Para a entidade, a medida pode enfraquecer a autonomia decisória da autoridade monetária, ao alterar o equilíbrio institucional do órgão.

Nos últimos dias, o Banco Central tem sido alvo de pressões para reverter a liquidação do Banco Master. Um grupo de influenciadores digitais divulgou que teria sido procurado para publicar conteúdos contrários à instituição financeira, fato que está sendo investigado pela Polícia Federal.

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou que a reversão da liquidação só poderia ser determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo informações de bastidores, há expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva converse com o presidente do TCU na tentativa de reduzir novos embates institucionais envolvendo o Banco Central.

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