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Candidatos da direita a presidencia do Brasil

Quem são os candidatos de direita à Presidência nas eleições de 2026?

  • Redação Corporis
  • 10 de agosto de 2026

As eleições presidenciais de 2026 começam a apresentar um cenário mais definido após o início das convenções partidárias, período em que as legendas escolhem os nomes que pretendem apresentar à Justiça Eleitoral.

Entre os políticos identificados com a direita e a centro-direita, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema já foram escolhidos em convenções partidárias para disputar a Presidência da República. Cabo Daciolo anunciou sua pré-candidatura, mas ainda depende da definição formal do Mobiliza. Heró Bezerra também chegou a colocar seu nome à disposição do PRTB, que passou a divulgar outro possível candidato.

O período de convenções segue até 5 de agosto. Depois dessa etapa, partidos, federações e coligações têm até as 19h do dia 15 de agosto para solicitar o registro das candidaturas. A Justiça Eleitoral ainda analisará a documentação e as condições de elegibilidade de cada nome.

A classificação ideológica utilizada nesta matéria serve como referência para organizar o cenário político. Isso não significa que todos os nomes relacionados à direita compartilhem as mesmas propostas, alianças ou posições.

O levantamento inicial usado para a produção da reportagem reúne políticos cotados, anunciados ou mencionados como possíveis candidatos à Presidência em 2026.

Leia mais:

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Flávio Bolsonaro é o candidato do PL

O senador Flávio Bolsonaro foi escolhido pelo Partido Liberal para disputar a Presidência durante convenção nacional realizada em 25 de julho de 2026, em São Paulo.

Será a primeira vez que ele disputará o Palácio do Planalto. Sua candidatura procura manter o grupo político da família Bolsonaro como uma das principais forças da direita conservadora brasileira. A escolha ocorreu sem que o partido tivesse anunciado, naquele momento, o nome do candidato a vice-presidente.

Histórico de atuação política

Formado em Direito, Flávio Bolsonaro iniciou sua trajetória eleitoral no Rio de Janeiro. Foi deputado estadual durante quatro mandatos consecutivos, entre 2003 e 2019.

Em 2018, foi eleito senador pelo Rio de Janeiro. O mandato começou em fevereiro de 2019 e segue até 2027. No Senado, participou de comissões relacionadas a infraestrutura, relações exteriores, defesa nacional, assuntos econômicos e segurança pública.

Sua carreira foi construída inicialmente na política estadual, mas ganhou projeção nacional durante o governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. Flávio passou a atuar como interlocutor político do pai e como um dos principais representantes do bolsonarismo no Congresso.

Principais atuações e projetos

A segurança pública ocupa uma posição central na atuação parlamentar de Flávio Bolsonaro.

Entre as propostas defendidas pelo senador estão o endurecimento de penas, mudanças na maioridade penal e alterações nas regras relacionadas ao acesso a armas. Ele também se posiciona a favor da redução dos gastos públicos e de uma menor participação do Estado na economia.

Sua atuação inclui participação em grupos parlamentares relacionados às relações exteriores, defesa nacional, infraestrutura, família e pesquisa biomédica. O perfil oficial do Senado registra dezenas de participações em comissões, frentes e grupos parlamentares desde o início de seu mandato.

Qual é a posição política de Flávio Bolsonaro?

Flávio Bolsonaro costuma ser classificado como integrante da direita conservadora, com ligação direta ao bolsonarismo. Entre as pautas associadas ao senador estão:

  • endurecimento da legislação criminal;
  • ampliação do acesso a armas;
  • redução dos gastos públicos;
  • defesa de valores conservadores;
  • oposição ao PT e a outros partidos de esquerda;
  • continuidade de bandeiras adotadas durante o governo de Jair Bolsonaro.

Renan Santos representa o partido Missão

Renan Santos foi oficializado candidato à Presidência pelo partido Missão em convenção realizada em 20 de julho de 2026. A convenção estava prevista para agosto, mas foi antecipada pela legenda. O partido afirmou que a alteração estava relacionada a ameaças relatadas pelo candidato e à possibilidade de solicitar proteção da Polícia Federal.

Renan procura ocupar um espaço de direita crítico tanto ao Partido dos Trabalhadores quanto ao grupo político liderado pela família Bolsonaro.

Histórico de atuação política

Diferentemente dos demais candidatos apresentados nesta matéria, Renan Santos construiu sua trajetória principalmente fora de cargos eletivos.

Ele participou da política estudantil durante sua passagem pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e integrou o Centro Acadêmico XI de Agosto, segundo sua biografia pública.

Em 2014, foi um dos fundadores do Movimento Brasil Livre. O MBL ganhou projeção nacional com mobilizações nas redes sociais e manifestações de rua, principalmente durante o processo que resultou no impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

Posteriormente, Renan participou da criação do partido Missão. A legenda teve seu registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2025, após apresentar 577.999 apoios considerados válidos e comprovar a constituição de diretórios em pelo menos nove unidades da Federação. Renan assumiu a presidência nacional da sigla.

A eleição de 2026 representa sua primeira disputa por um cargo eletivo.

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Principais atuações políticas

A principal atuação de Renan Santos ocorreu na organização de movimentos, campanhas digitais e manifestações políticas.

No MBL, participou da articulação de protestos e da construção da comunicação pública do movimento. Também esteve envolvido na transformação do grupo, inicialmente identificado como um movimento de pressão política, em uma estrutura ligada à formação de um partido.

Como dirigente do Missão, passou a defender uma plataforma voltada à segurança pública, reforma administrativa, desenvolvimento econômico, revisão de privilégios no setor público e combate ao crime organizado.

O partido também procura se apresentar como uma alternativa à polarização entre o PT e o bolsonarismo, embora mantenha posições normalmente associadas à direita.

Qual é a posição política de Renan Santos?

Renan Santos é associado à direita liberal, acompanhada de posições mais rígidas em temas relacionados à criminalidade. Entre as pautas apresentadas por ele estão:

  • reforma administrativa;
  • redução da burocracia;
  • abertura econômica;
  • combate ao crime organizado;
  • desenvolvimento tecnológico;
  • revisão de privilégios no setor público;
  • críticas ao petismo e ao bolsonarismo.

Ronaldo Caiado é o candidato do PSD

Ronaldo Caiado foi oficializado candidato à Presidência pelo PSD em convenção realizada em 26 de julho de 2026, em São Paulo.

O presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, foi escolhido para concorrer à Vice-Presidência. A composição representa uma chapa formada apenas por integrantes do PSD.

Médico, produtor rural e ex-governador de Goiás, Caiado possui uma das trajetórias políticas mais longas entre os candidatos relacionados à direita e à centro-direita.

Histórico de atuação política

Ronaldo Caiado iniciou sua projeção pública como representante de entidades ligadas ao setor rural. Entre 1987 e 1989, presidiu a União Democrática Ruralista.

Em 1989, concorreu pela primeira vez à Presidência da República. Dois anos depois, assumiu seu primeiro mandato como deputado federal por Goiás.

Caiado exerceu cinco mandatos na Câmara dos Deputados: entre 1991 e 1995 e, depois, de 1999 a 2015. Durante esse período, ocupou cargos de liderança partidária, incluindo a liderança do Democratas e da minoria no Congresso.

Em 2014, foi eleito senador por Goiás. Deixou o Senado em 2019 para assumir o governo estadual.

Caiado foi eleito governador de Goiás em 2018 e reeleito em 2022. Deixou o cargo em 2026 para participar da disputa presidencial. Ao longo de sua trajetória, passou por legendas como PSD, PFL, Democratas, União Brasil e novamente PSD.

Principais atuações e projetos

A carreira parlamentar de Caiado foi marcada pela atuação em temas relacionados ao agronegócio, financiamento rural, propriedade privada e segurança pública.

Na Câmara dos Deputados, presidiu a Comissão de Agricultura e participou de debates sobre endividamento de produtores, financiamento agropecuário e regras para o setor rural.

Durante sua passagem pelo Senado, defendeu propostas como a redução da maioridade penal, a criação de um piso nacional para policiais militares e bombeiros e a ampliação de recursos para a saúde e para produtores rurais.

Como governador, sua administração concentrou a comunicação e as políticas públicas em áreas como segurança pública, educação, saúde, controle fiscal e programas sociais.

Resultados atribuídos ao governo estadual devem ser analisados com base em dados comparáveis e não apenas em informações divulgadas pela própria administração.

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Qual é a posição política de Ronaldo Caiado?

Caiado costuma ser situado na centro-direita conservadora, com forte ligação histórica ao setor agropecuário. Entre os temas associados à sua atuação estão:

  • fortalecimento das forças policiais;
  • endurecimento do combate ao crime organizado;
  • controle das contas públicas;
  • defesa do agronegócio;
  • investimentos em infraestrutura;
  • programas sociais administrados pelos estados;
  • maior participação dos governos estaduais nas decisões nacionais.

Romeu Zema é o candidato do Novo

Romeu Zema foi oficializado pelo Partido Novo como candidato à Presidência em convenção realizada em 27 de julho de 2026, em Brasília.

A candidatura foi aprovada por aclamação. Na data da convenção, o partido ainda não havia anunciado o nome que concorreria à Vice-Presidência. Empresário do setor varejista, Zema entrou na política eleitoral em 2018 e governou Minas Gerais por pouco mais de sete anos.

Histórico de atuação política

Antes de ingressar na política, Romeu Zema desenvolveu sua carreira no grupo empresarial de sua família. Formado em Administração de Empresas, assumiu o controle das Lojas Zema em 1991. Durante sua gestão, a rede passou de quatro unidades em Minas Gerais para mais de 430 lojas distribuídas por diferentes estados. Ele deixou o controle do grupo em 2016.

Em 2018, concorreu pela primeira vez a um cargo eletivo e foi eleito governador de Minas Gerais no segundo turno, com 71,8% dos votos válidos.

Em 2022, foi reeleito no primeiro turno, com mais de seis milhões de votos, equivalentes a 56,1% dos votos válidos. Zema deixou o governo em março de 2026 e transmitiu o cargo ao então vice-governador Mateus Simões.

Principais atuações e medidas administrativas

A trajetória política de Zema está concentrada em seus dois mandatos no governo de Minas Gerais. Seu discurso administrativo foi baseado no controle das despesas públicas, na redução da estrutura do Estado, em concessões de serviços públicos e na ampliação da participação da iniciativa privada.

Durante seus mandatos, o governo mineiro participou de negociações sobre a dívida de Minas Gerais com a União, apresentou projetos de privatização e conduziu processos de concessão de ativos e serviços estaduais. Sua administração também procurou atrair investimentos privados nos setores de mineração, indústria, energia e comércio.

Essas políticas foram apoiadas por entidades empresariais e criticadas por sindicatos, servidores, movimentos sociais e partidos de oposição. Os resultados precisam ser avaliados com base em indicadores fiscais, sociais e econômicos comparáveis.

Qual é a posição política de Romeu Zema?

Romeu Zema é associado à direita liberal, principalmente por suas posições econômicas. Entre as principais bandeiras apresentadas por ele estão:

  • privatizações;
  • redução das despesas públicas;
  • ajuste das contas governamentais;
  • redução da estrutura administrativa;
  • ampliação da participação da iniciativa privada;
  • menor presença do Estado na economia.

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Cabo Daciolo anunciou sua pré-candidatura pelo Mobiliza

Cabo Daciolo anunciou em abril de 2026 sua filiação ao Mobiliza e a intenção de disputar novamente a Presidência da República.

Apesar do anúncio, sua candidatura ainda depende da escolha formal em convenção partidária e do posterior pedido de registro na Justiça Eleitoral.

Daciolo já concorreu à Presidência em 2018, quando terminou a eleição em sexto lugar, com aproximadamente 1,3 milhão de votos.

Histórico de atuação política

Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, conhecido como Cabo Daciolo, iniciou sua trajetória profissional no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Ganhou projeção pública em 2011, durante mobilizações de bombeiros que reivindicavam melhores condições profissionais e salariais.

Em 2014, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro. Exerceu mandato entre 2015 e 2019. Foi eleito pelo PSOL, mas rompeu com o partido durante o início do mandato. Posteriormente, passou pelo PTdoB e pelo PEN, que depois adotou o nome Patriota.

Na Câmara, participou de comissões relacionadas a segurança pública, defesa nacional, relações exteriores, desenvolvimento regional, ciência e tecnologia e prevenção de desastres. Também integrou uma comissão externa criada para acompanhar a crise fiscal do Rio de Janeiro.

Principais atuações e pautas

A atuação de Daciolo esteve relacionada principalmente às forças de segurança, aos bombeiros, aos servidores públicos, à soberania nacional e à religião.

Durante seu mandato, apresentou propostas e participou de debates sobre a organização das forças policiais, direitos de militares, defesa nacional e medidas de prevenção e resposta a desastres. Sua carreira também ficou marcada por discursos religiosos e posições econômicas de caráter nacionalista.

Qual é a posição política de Cabo Daciolo?

Cabo Daciolo costuma ser situado na direita conservadora e religiosa, embora também apresente posições econômicas nacionalistas que não coincidem integralmente com a direita liberal. Entre os temas associados a ele estão:

  • valorização das forças de segurança;
  • defesa de pautas religiosas;
  • nacionalismo econômico;
  • soberania nacional;
  • ampliação da participação do Estado em setores considerados estratégicos.

Heró Bezerra foi mencionado, mas não é o atual nome divulgado pelo PRTB

Heró Bezerra colocou seu nome à disposição do PRTB para uma possível candidatura presidencial em maio de 2026.

A manifestação foi divulgada por sua assessoria e dizia que o nome seria submetido à avaliação do partido durante a convenção nacional.

Posteriormente, o PRTB passou a divulgar Pablo Marçal como pré-candidato à Presidência. Dessa maneira, Heró Bezerra não deve ser apresentado como candidato confirmado da legenda.

Histórico de atuação política

Heró Bezerra é bispo evangélico e dirigente estadual do PRTB no Rio Grande do Norte. Ele já disputou eleições para o governo estadual, para a Prefeitura de Natal e para cargos do Poder Legislativo. Em 2026, seu nome foi incluído em levantamentos sobre possíveis candidatos à Presidência, embora sua candidatura não tenha sido formalizada.

Sua atuação pública está ligada principalmente a grupos religiosos, atividades comunitárias e à organização regional do partido.

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Candidaturas ainda dependem do registro na Justiça Eleitoral

A escolha durante uma convenção partidária é uma etapa obrigatória, mas não encerra o processo de candidatura. As convenções de 2026 podem ser realizadas até 5 de agosto. Depois disso, partidos, federações e coligações terão até 15 de agosto para apresentar os pedidos de registro.

A Justiça Eleitoral analisará a documentação, a filiação partidária, as condições de elegibilidade e a eventual existência de impedimentos legais. Somente após esse processo será possível estabelecer a situação definitiva de cada candidatura.

Por essa razão, o cenário ainda pode mudar. Nomes podem ser substituídos, candidatos a vice podem ser anunciados e pedidos de registro podem ser questionados.

Nota editorial

Esta reportagem diferencia críticas políticas, divergências administrativas, irregularidades eleitorais, investigações, denúncias e condenações.

A abertura de uma investigação não significa que o político tenha sido denunciado ou considerado culpado. Da mesma maneira, a apresentação de uma denúncia não equivale a uma condenação.

Sempre que disponível, o texto informa a resposta do político, da defesa ou do partido, além da fase atual de cada processo. Também são registrados os casos em que denúncias foram rejeitadas, acusações não avançaram ou informações atribuídas ao político foram consideradas falsas pela Justiça.

As informações refletem a situação das candidaturas e dos processos consultados até 3 de agosto de 2026 e podem ser atualizadas conforme novas decisões partidárias, eleitorais ou judiciais.

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