O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) defendeu, em nota pública divulgada nesta quinta-feira (8), a necessidade de fortalecer a autoridade monetária diante de pressões externas, após os desdobramentos envolvendo a liquidação do Banco Master.
Na avaliação da entidade, o episódio evidencia a importância de garantir a blindagem institucional do Banco Central para preservar sua atuação técnica e evitar interferências de grupos privados em decisões regulatórias sensíveis para a economia.
“O Banco Central não é uma empresa, mas uma autoridade estatal que exige proteção contra o lobby de grupos econômicos que poderiam atuar em sentido contrário ao interesse da sociedade”, afirmou o sindicato no comunicado.
Leia mais:
- Profissões de tecnologia lideram ranking de crescimento e engenheiro de IA pode ganhar até R$ 30 mil
- Produção industrial fica estável em novembro e recua na comparação anual
- Alagoas prioriza cooperativas de comunidades tradicionais no fornecimento de alimentos para escolas
- Sindicato defende blindagem do Banco Central contra pressões privadas após caso Banco Master
- Sicredi arrecada mais de 500 kg de alimentos e destina doações a entidades de Guaxupé
A entidade também ressaltou que uma governança sólida é fundamental para proteger o sistema financeiro contra riscos associados à liberalização excessiva, brechas regulatórias e a infiltração de práticas ilícitas que possam comprometer a estabilidade do setor.
Segundo o sindicato, o caso Banco Master serve como alerta. “O episódio foi uma lição severa e oportuna: é preciso que o país fortaleça o Banco Central agora, garantindo que o regulador esteja plenamente blindado antes que a próxima crise imponha custos ainda mais altos ao Brasil”, destacou a nota.
O sindicato voltou a criticar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a independência orçamentária do Banco Central. Para a entidade, a medida pode enfraquecer a autonomia decisória da autoridade monetária, ao alterar o equilíbrio institucional do órgão.
Nos últimos dias, o Banco Central tem sido alvo de pressões para reverter a liquidação do Banco Master. Um grupo de influenciadores digitais divulgou que teria sido procurado para publicar conteúdos contrários à instituição financeira, fato que está sendo investigado pela Polícia Federal.
O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou que a reversão da liquidação só poderia ser determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo informações de bastidores, há expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva converse com o presidente do TCU na tentativa de reduzir novos embates institucionais envolvendo o Banco Central.
Foto: Agência Brasil

