A SpaceX estuda fabricar suas próprias GPUs como forma de garantir capacidade computacional para seus projetos de inteligência artificial e reduzir a dependência de fornecedores externos.
A estratégia surge em meio à escassez global de semicondutores, considerada um dos principais gargalos do setor.
Segundo informações divulgadas, o plano faz parte da preparação da empresa para sua possível abertura de capital ainda em 2026.
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O projeto está ligado ao Terafab, complexo industrial em desenvolvimento em Austin, no Texas, em parceria com Tesla e xAI. A proposta é criar uma estrutura totalmente integrada, responsável por todas as etapas da produção de chips, do design à fabricação e testes finais.
A iniciativa busca superar o modelo atual da indústria, em que empresas dependem de fabricantes terceirizados, como TSMC e Samsung, para produzir os chips projetados internamente.
Os chips desenvolvidos no Terafab devem atender diferentes frentes, incluindo veículos autônomos, robôs humanoides e até data centers em órbita, voltados às operações espaciais da empresa.
A expectativa é alcançar uma capacidade de produção equivalente a até 1 terawatt de computação por ano, o que colocaria o projeto entre os maiores já planejados na indústria de semicondutores.
A decisão reflete uma tendência crescente entre empresas de tecnologia, que buscam maior controle sobre a cadeia de suprimentos diante da alta demanda por hardware de IA.

Executivos do setor apontam que a capacidade atual de produção global pode não ser suficiente para sustentar a expansão de aplicações como inteligência artificial, robótica e computação avançada.
Apesar do potencial, especialistas destacam que a fabricação de semicondutores é uma atividade altamente complexa, que exige investimentos bilionários e anos de desenvolvimento.
Ainda não há um cronograma definitivo para o início da produção em larga escala, e o projeto depende da consolidação de parcerias industriais e avanços tecnológicos para sair do papel.
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