A Brazil Potash concluiu uma nova captação no mercado que garantiu aproximadamente US$ 63,3 milhões em recursos brutos para avançar o Projeto Autazes, empreendimento voltado à produção de potássio no Amazonas. Os valores também serão utilizados para capital de giro e outras necessidades corporativas da companhia.
A operação foi estruturada por meio de oferta pública de ações e instrumentos vinculados à subscrição de papéis da empresa.
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Foram emitidas 7 milhões de ações ordinárias ao preço de US$ 2,50 cada. Além disso, determinados investidores receberam warrants pré-pagos, mecanismo que garante direito futuro de compra de ações, envolvendo até 18,3 milhões de papéis ordinários.
Nesse caso, os warrants foram ofertados a US$ 2,499 por unidade, valor praticamente equivalente ao preço das ações, descontado o preço simbólico de exercício de US$ 0,001 por ação.
A operação ainda incluiu o exercício integral da opção de compra adicional de 3,3 milhões de ações pelos coordenadores da oferta. Segundo a empresa, o montante divulgado não considera despesas operacionais, descontos e comissões relacionados à transação.
A coordenação principal ficou sob responsabilidade da Canaccord Genuity, enquanto a Roth Capital Partners atuou como coordenadora conjunta. Também participaram da operação ArcStone Kingswood, H.C. Wainwright & Co. e Titan Partners.
Projeto busca reduzir dependência brasileira de fertilizantes
O Projeto Autazes é tratado pela companhia como uma das principais apostas para ampliar a produção nacional de potássio, insumo estratégico para fertilizantes agrícolas.
A expectativa inicial é produzir até 2,4 milhões de toneladas anuais do minério. Segundo a Brazil Potash, esse volume teria capacidade para atender cerca de 20% da demanda brasileira por potássio.

Hoje, o Brasil mantém elevada dependência externa desse tipo de fertilizante, especialmente de fornecedores internacionais.
O plano logístico da empresa prevê que o transporte da produção seja realizado majoritariamente por hidrovias interiores, utilizando balsas fluviais em parceria com a Amaggi.
Projeto ainda enfrenta entraves ambientais e judiciais
Apesar do avanço na captação de recursos, o empreendimento continua enfrentando obstáculos para sair efetivamente do papel.
Entre os principais desafios estão:
- disputas judiciais;
- questões ligadas ao licenciamento ambiental;
- conflitos envolvendo comunidades indígenas;
- e debates sobre impactos socioambientais na região amazônica.
Esses fatores vêm atrasando o desenvolvimento do projeto nos últimos anos e seguem sendo pontos centrais para a viabilidade operacional do empreendimento.
Foto: Magnific

