A Meta está desenvolvendo um novo assistente de inteligência artificial com foco em automação de tarefas cotidianas. O projeto, descrito internamente como um sistema “agêntico”, será altamente personalizável e utilizará o novo modelo de IA da companhia, chamado Muse Spark.
Segundo informações divulgadas pelo Financial Times, a ferramenta está em fase de testes internos e faz parte da estratégia de Mark Zuckerberg de colocar a inteligência artificial no centro dos produtos de consumo da empresa.
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IA para navegar, organizar e comprar
O objetivo da Meta é criar um assistente capaz de executar tarefas de forma autônoma para bilhões de usuários. Entre as funções previstas estão:
- Navegação na web
- Gerenciamento de e-mails
- Execução de tarefas digitais rotineiras
- Apoio em compras online
A empresa também pretende integrar um recurso de compras baseado em IA ao Instagram antes do quarto trimestre de 2026.
Internamente, o projeto recebeu o codinome “Hatch” e busca oferecer uma experiência mais simples e acessível do que ferramentas atuais do mercado, como o OpenClaw.
Meta quer IA mais prática para usuários comuns
Durante conferência com investidores, Mark Zuckerberg afirmou que ferramentas autônomas existentes ainda são difíceis de utilizar para grande parte das pessoas.
“Como você faz uma versão dessa experiência que seja muito mais polida, ajustada e fácil, e que já tenha toda a infraestrutura basicamente pronta para as pessoas e que simplesmente funcione?”, questionou o CEO.
Segundo ele, a intenção é criar agentes digitais capazes de facilitar tanto o comércio eletrônico quanto o relacionamento entre empresas e consumidores.
Privacidade gera preocupação
Apesar do avanço da iniciativa, o projeto enfrenta questionamentos ligados à privacidade e segurança de dados. De acordo com o Financial Times, a Meta pretende que os usuários compartilhem informações mais sensíveis com os assistentes, incluindo:
- Dados financeiros
- Informações de saúde
- Preferências pessoais
Uma fonte ligada ao projeto afirmou que existe “um déficit de confiança tão vasto quanto o Grand Canyon” em relação à privacidade.
As preocupações aumentaram após um episódio citado pela própria diretora de segurança da Meta, Summer Yue, que relatou em fevereiro que o OpenClaw chegou a apagar indevidamente sua caixa de entrada de e-mails durante testes.

Aposta bilionária em IA
O desenvolvimento dos novos agentes ocorre enquanto a Meta amplia fortemente seus investimentos em inteligência artificial.
A companhia elevou sua previsão de gastos de capital para até US$ 145 bilhões em 2026, valor voltado principalmente para infraestrutura e expansão tecnológica.
Mesmo assim, o mercado demonstra cautela. Na última semana, a empresa perdeu cerca de US$ 170 bilhões em valor de mercado após investidores reagirem às preocupações com os custos crescentes da estratégia de IA.
Paralelamente, a Meta planeja reduzir cerca de 10% de sua força de trabalho ainda neste mês.
Disputa por assistentes pessoais entra em nova fase
O movimento coloca a Meta em competição direta com empresas como OpenAI, Google, Microsoft e Amazon na corrida pelos chamados agentes autônomos de IA, sistemas capazes de executar ações práticas em nome do usuário.
Mais do que responder perguntas, a nova geração de assistentes busca assumir tarefas inteiras, transformando a IA em uma espécie de operador digital pessoal integrado ao cotidiano.
Foto: Magnific

