O governo federal informou que R$ 44,4 bilhões dos R$ 97,3 bilhões previstos no Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/27 serão destinados por meio de recursos equalizados pelo Tesouro Nacional. O valor representa cerca de 52% do total anunciado e foi detalhado nesta quarta-feira (1º) pela ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavelli, durante coletiva de imprensa.
O Plano Safra reúne ações de crédito rural, seguro agrícola, compras públicas e assistência técnica voltadas aos agricultores familiares, com foco no fortalecimento da produção e no acesso ao financiamento.
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Pronaf concentra maior parte dos recursos
Do montante anunciado, R$ 85,2 bilhões serão destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), principal linha de crédito para o segmento. Segundo o governo, o volume representa um crescimento de quase 9% em relação ao plano anterior.
Desse total, aproximadamente R$ 30 bilhões serão destinados ao custeio da produção, enquanto cerca de R$ 45 bilhões financiarão investimentos nas propriedades rurais. Os demais recursos são provenientes de fundos constitucionais e de depósitos à vista.
Plano foi elaborado dentro do orçamento
Durante a apresentação, a ministra afirmou que o programa foi estruturado sem necessidade de solicitar recursos adicionais ao orçamento federal.
Segundo Machiavelli, o esforço fiscal do governo está concentrado principalmente na agricultura familiar, especialmente no Pronaf, enquanto parte das operações utiliza recursos com taxas livres, que não demandam subsídios do Tesouro Nacional.
A ministra também destacou que a redução das taxas de juros foi favorecida pelo cenário econômico.
“Conseguimos baixar porque a taxa Selic está melhor do que no ano passado, então conseguimos baixar sem esforço fiscal extra”, afirmou.
Renegociação amplia acesso ao crédito
O governo também apresentou resultados do Desenrola Rural, programa voltado à renegociação de dívidas de agricultores familiares.

De acordo com os dados divulgados, 530 mil produtores voltaram a ter acesso ao crédito após regularizarem suas pendências financeiras. Cerca de 70% das dívidas renegociadas eram inferiores a R$ 10 mil. O programa seguirá em funcionamento até dezembro de 2026.
Inadimplência permanece abaixo de 2%
Segundo Fernanda Machiavelli, os índices de inadimplência da agricultura familiar permanecem inferiores a 2%, percentual considerado baixo pelo governo.
A ministra ressaltou que manter um bom histórico de pagamento continua sendo um fator importante para facilitar o acesso dos produtores às linhas de crédito rural disponibilizadas pelo Plano Safra.
Foto: Agência Brasil

