A colheita de café arábica atingiu 20,1% da área atendida pela Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do Brasil. O levantamento semanal, com dados consolidados até 19 de junho, aponta avanço de quatro pontos percentuais em relação à semana anterior, quando os trabalhos alcançavam 16% da safra.
A cooperativa reúne cerca de 22 mil cafeicultores e atua em mais de 370 municípios distribuídos pelo Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Média Mogiana paulista. Por representar uma das principais regiões produtoras do país, o acompanhamento da Cooxupé é considerado um importante indicador da evolução da safra brasileira de café.
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Matas de Minas lideram a colheita
Entre as regiões monitoradas, as Matas de Minas registraram o maior percentual de avanço, com 25% da produção já colhida.
Na sequência aparecem:
- Matas de Minas: 25%;
- Sul de Minas: 24,5%;
- Média Mogiana (SP): 23,9%;
- Cerrado Mineiro: 11,7%.
Os números mostram um ritmo mais acelerado nas regiões tradicionalmente produtoras, enquanto o Cerrado Mineiro ainda apresenta menor percentual de retirada dos grãos.
Chuvas desaceleram trabalhos no Cerrado Mineiro
Na área de atuação da Expocacer (Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado), a colheita alcançou 18% entre os dias 13 e 18 de junho.
Segundo boletim divulgado pela cooperativa, as chuvas registradas no período, que somaram 32,8 milímetros, dificultaram o andamento das atividades.
As precipitações provocaram o molhamento dos terreiros, interromperam operações de campo e atrasaram o processo de secagem dos grãos.

Apesar das condições climáticas, a Expocacer informou que o cenário permanece favorável para a produção de café na região do Cerrado Mineiro.
Especializada na produção de cafés especiais, a cooperativa estima colher 2,86 milhões de sacas de 60 quilos na safra de 2026.
Embora a umidade durante a colheita possa comprometer a qualidade de alguns lotes, os técnicos da cooperativa avaliam que, até o momento, as condições gerais seguem positivas para o desenvolvimento da safra.
Foto:ChatGPT

