As cooperativas de crédito ampliaram sua participação nas operações financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e hoje desempenham papel estratégico na oferta de crédito em diversas regiões do país. Segundo dados apresentados pelo Sistema OCB durante o evento de 74 anos do banco, realizado na última segunda-feira (22), as cooperativas responderam por 72% das operações indiretas automáticas do BNDES em 2025.
Os números foram apresentados pela presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, durante o painel Digital & Inclusivo: MPMEs & Cooperativas, que reuniu representantes do governo, do sistema financeiro e do setor produtivo para discutir inclusão financeira, digital e desenvolvimento regional.
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Cooperativas ampliam presença onde o crédito é mais necessário
Durante o debate, Tania destacou que as cooperativas de crédito continuam expandindo sua atuação em municípios de menor porte, especialmente onde outras instituições financeiras reduziram sua presença.
Segundo ela, atualmente existem cerca de 600 municípios brasileiros onde a cooperativa de crédito é a única instituição financeira com atendimento presencial.
“São cerca de 600 municípios brasileiros em que a cooperativa de crédito é a única instituição financeira presente. Nossa visão não está nos grandes centros. Ela está onde o cooperado está. A necessidade está na comunidade onde a cooperativa está inserida. É por isso que seguimos crescendo e levando oportunidades para quem mais precisa”, afirmou.
Parceria com o BNDES cresce mais de 500%
A atuação das cooperativas também ganhou força na parceria com o banco de fomento.
Segundo o Sistema OCB, o volume de operações aprovadas pelo BNDES por meio das cooperativas passou de R$ 6,2 bilhões em 2019 para R$ 38,4 bilhões em 2025, crescimento superior a 500% no período.
De acordo com Tania, boa parte desses recursos atende pequenos produtores, agricultores familiares e microempreendedores.

“É o pequeno produtor, a agricultura familiar e o microempreendedor que utilizam a cooperativa como ferramenta de inclusão e geração de valor”, destacou.
Tecnologia e qualificação estão entre as prioridades
Ao abordar os próximos desafios do setor, a presidente executiva defendeu a combinação entre a presença territorial das cooperativas e o avanço das soluções digitais.
Entre as iniciativas citadas está o Emprega Coop, desenvolvido em parceria com o BNDES, o Ministério da Educação e o Conselhão.
A plataforma utiliza inteligência artificial e trilhas de capacitação para conectar profissionais às oportunidades oferecidas pelas cooperativas, especialmente em regiões que enfrentam dificuldades para formar e reter mão de obra qualificada.
Desenvolvimento econômico e impacto social
Para Tania Zanella, o diferencial do cooperativismo está na capacidade de combinar resultados econômicos com desenvolvimento social e sustentabilidade.
“A cooperativa precisa ser economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente correta. Onde existe cooperativa, existe geração de renda, desenvolvimento e prosperidade. O cooperativismo transforma realidades porque coloca as pessoas no centro das decisões”, concluiu.
Fonte: Sistema OCB com adaptações da MundoCoop
Foto:Agência Brasil

