Cooperativas brasileiras vêm ampliando sua presença em áreas ligadas à infraestrutura digital, com atuação em telecomunicações, tecnologia e energia.
O movimento acompanha a expansão dos provedores regionais de internet e mostra como modelos colaborativos começam a ocupar espaço em segmentos antes concentrados em grandes operadoras e empresas de tecnologia.
Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, o país reúne mais de 29 milhões de cooperados, distribuídos em diferentes ramos da economia. Na infraestrutura digital, esse crescimento se conecta à expansão de redes regionais e à busca por soluções capazes de atender municípios e comunidades onde a implantação de conectividade ainda representa um desafio.
Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que milhares de pequenos provedores já respondem por uma parcela relevante da banda larga fixa no Brasil, especialmente em cidades médias e pequenas. A presença dessas empresas tem contribuído para ampliar a cobertura de fibra óptica e reduzir diferenças de acesso entre regiões.
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- Cooperativas ampliam atuação na infraestrutura digital e levam conectividade a novas regiões
Modelos colaborativos ganham espaço na conectividade
Para Igor Sigiani, diretor-presidente da Coopercompany, a expansão da infraestrutura digital brasileira está cada vez mais relacionada à atuação conjunta de diferentes organizações.
“A infraestrutura digital deixou de ser construída apenas por grandes empresas. Hoje, ela também cresce por meio de organizações que compartilham recursos, conhecimento e investimentos”, afirma.
Segundo ele, a lógica da intercooperação permite combinar competências e aumentar a capacidade de investimento em projetos que poderiam ser mais difíceis de executar de forma isolada.
“Quando cooperativas trabalham juntas, elas conseguem desenvolver soluções que dificilmente seriam viáveis de forma isolada. Isso fortalece toda a cadeia, amplia a oferta de serviços e acelera a transformação digital em diferentes regiões do país”, explica.
Esse modelo pode envolver desde o compartilhamento de infraestrutura até a contratação conjunta de serviços, desenvolvimento tecnológico e expansão de redes.

Atuação avança para nuvem, cibersegurança e IoT
Além da conectividade, cooperativas também vêm ampliando sua atuação em áreas como computação em nuvem, cibersegurança, energia compartilhada, Internet das Coisas (IoT) e serviços digitais.
A diversificação acompanha a mudança nas demandas de empresas, governos e consumidores por soluções mais integradas.
O avanço da fibra óptica também contribui para esse processo. A tecnologia já representa a maior parte dos acessos de banda larga fixa no país, segundo dados da Anatel, e cria uma base para aplicações que exigem redes mais robustas. Entre elas estão inteligência artificial, automação industrial, cidades inteligentes e serviços públicos digitais.
Infraestrutura distribuída ganha relevância
Na avaliação de Sigiani, a transformação digital tende a depender cada vez mais de redes distribuídas e da capacidade de diferentes agentes atuarem de forma coordenada.
“A infraestrutura do futuro será cada vez mais distribuída. Não existe transformação digital sem conectividade, e não existe conectividade sustentável quando ela fica concentrada em poucos agentes”, afirma.
Para ele, o cooperativismo pode contribuir justamente por permitir a construção de soluções compartilhadas entre organizações, empresas e comunidades.
Com esse movimento, as cooperativas passam a ocupar um espaço mais amplo dentro da infraestrutura digital brasileira, combinando conectividade, tecnologia e serviços especializados em uma atuação que busca atender diferentes regiões do país.
Fonte: Coopercompany
Foto: ChatGPT

